Entrevista
Entrevista

Sharon Stone: “Tomava 15 a 16 medicamentos por dia. Parecia uma viciada em drogas”

Jason Adams / The Interview People 17 de outubro de 2021
Biografia Nome:

Sharon Stone

Cargo:

Atriz

Nascimento:

63 anos

Nacionalidade:

Norte-americana

A sex symbol do cinema norte-americano, nomeada para um Óscar por Casino, diz que teve de aprender a falar “à homem” para sobreviver. Lançou uma biografia polémica e ficou sem agente.

Sharon Stone precisou de ajuda médica para recuperar. Tomava 15 a 16 medicamentos diferentes por dia e sentia-se como uma viciada. A atriz confessa tudo na sua biografia: que a recuperação não foi fácil, chegou a perder mobilidade, e que há pressão e assédio no mundo do cinema. As revelações custaram-lhe o agente, mas com essa mudança percebeu que tinha muitos mais convites do que antes. Até passou a agendar trabalho pelo Instagram. A atriz conta que sempre foi tímida e que ultrapassar isso foi uma das grandes vitórias da sua vida. Começou a carreira nos anos 80, é sobredotada – tem um QI de 154 – e orgulha-se do seu trabalho na luta contra a sida.

Lançou recentemente as suas memórias. O que foi preciso para que iniciasse uma segunda vida?
Comecei o livro quando tive uma hemorragia cerebral massiva e uma trombose. Durante nove dias, sangrou dentro do meu cérebro e tive um AVC enorme. A minha artéria rompeu-se por completo. As minhas hipóteses de sobrevivência eram muito reduzidas – e eu tinha um bebé com 1 ano. E um casamento que não era por aí além de fantástico. Quando me perguntaram se gostaria de escrever um livro de memórias, eu já andava a escrever uma data de curtas narrativas e tinha alguns contos publicados. Para ser franca, nunca tinha tido vontade de escrever as minhas memórias. Tive de pensar um pouco. Mas senti que talvez me fizesse bem considerar o motivo de ter sofrido um AVC e uma hemorragia cerebral e que influência isso teve no meu percurso. Depois do que me aconteceu, o meu pai teve cancro no esófago e foi-lhe dada uma probabilidade de 3% de sobreviver mais do que três meses. Ele e a minha mãe vieram viver comigo e eu disse-lhe que se ele sobrevivesse àquilo, retiraria dali uma lição. Ele sobreviveu e disse-me que a lição que aprendeu foi ter descoberto o prodígio que existe em cada dia que nasce.

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