Entrevista
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Júlio César: “Namorei bastante, mas nem um terço do que se diz”

Júlio César: “Namorei bastante, mas nem um terço do que se diz”
Sónia Bento 04 de abril
Biografia Nome:

Júlio César

Cargo:

ator

Nascimento:

73 anos

Nasceu em Chança, Alter do Chão e foi lá que começou a representar, aos 8 anos. Estreou-se como ator profissional ao lado de Raul Solnado e foi sempre um boémio - chegou a alugar um elétrico e desviou um autocarro. Depois de uma pausa, está ansioso por trabalhar.

No início da carreira, Júlio César acumulou o teatro com o emprego num laboratório farmacêutico. Casou-se aos 18 anos, teve um filho aos 19, mas a mulher não suportava a sua vida boémia. Além de teatro, fez rádio, cinema, televisão e espetáculos para os casinos do Estoril e da Póvoa de Varzim, durante mais de duas décadas. Afastado das novelas desde 2016 por causa de um cancro no pulmão, o ator, já vacinado contra a covid-19, quer muito regressar ao trabalho, estar com os amigos, rir e desfrutar da vida. Teve uma vida boémia, com muitas madrugadas de copos e amigos, e confessa que as recordações o deixam fragilizado: "Mergulhar em águas tão profundas magoa-me muito".


Como começou a representar, aos 8 anos?
Foi na Chança, com um grupo cénico que era formado por uns tios. Chamava-se Proluz. Sabe porquê? Porque não havia luz elétrica e o grupo foi criado para angariar receitas e pressionar a Câmara de Alter do Chão a instalar a luz elétrica. Fazíamos peças de teatro, operetas, espetáculos de variedades, coisas muito concorridas pelo pessoal da terra, que na época era muita gente. Há 65 anos, a Chança teria 2.500 pessoas, hoje terá umas 400.

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