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Florestas submersas: é preciso podar esta exposição

Inaugurou em 2015, com previsão de durar três anos. Mas só em junho, mais de uma década depois, o Oceanário fechará as portas do maior aquário natural do mundo, com assinatura do japonês Takashi Amano

Quando as portas da sala de exposições temporárias do Oceanário de Lisboa se abrem aos visitantes, pelas dez da manhã, já muito se passou nas águas do maior aquário natural do mundo, idealizado durante dois anos pelo japonês Takashi Amano, que haveria de morrer três meses depois da inauguração de Florestas Submersas, em Lisboa. Até hoje, são os seus ensinamentos, e da equipa que por cá permaneceu cinco anos, que norteiam os três biólogos marinhos encarregues, todos os dias, a partir das seis da manhã, de tratarem do bem-estar desta instalação viva. O respeito e o carinho que nutrem pelas 46 espécies de plantas e outras tantas de peixes que aqui habitam transpira quando se referem à obra de arte de que cuidam, como se fosse um quadro de Pablo Picasso, exemplificam.

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