Procurado por 21 homicídios, acabou por confessar ter matado cerca 80 pessoas motivado por "guerra pessoal".
Jorlan Lopes da Silva, de 33 anos, foi apanhado pela polícia brasileira da Paraíba por múltiplos homicídios no Vale do Mamanguape. Apesar de ser suspeito de 21 mortes, em interrogatório o suspeito admitiu ter matado cerca de 80 pessoas ao longo da vida. O suspeito foi encontrado disfarçado de mulher, com um vestido, óculos de sol e uma peruca e carregando um bebé ao colo que não lhe pertencia. Questionado sobre o que o levara a matar tanta gente disse ter sido motivado por "guerra pessoal".
Jorlan Lopes da Silva detido pela políciaPolícia da Paraíba
A polícia procurava um responsável por 21 homicídios ocorridos ao longo de três meses no Vale de Mamanguape. No domingo, 13, deteve Silva em Mulungu, no estado da Paraíba, quando o suspeito estava disfarçado de mulher e com um menino de dois anos ao colo. A Polícia Civil ainda está a tentar apurar como a criança foi parar aos braços de Silva e quem são os seus responsáveis.
De acordo com o portal noticioso G1, Silva esteve sob vigilância durante mais de 48 horas. Foi apanhado quando estava vestido de mulher, pois o decote do vestido terá deixado visível uma tatuagem que permitiu aos agentes identificarem o suspeito.
Durante a mesma operação, outros dois homens, também suspeitos de envolvimento em diversos crimes na região, foram presos. Segundo o delegado Marcos Paulo Sales, que também participou da operação, os três suspeitos teriam ligação com uma fação criminosa do Rio de Janeiro, que tem atuado na região. O delegado não especificou que grupo criminoso seria este, apenas que era "ultraviolento".
Sobre os 21 homicídios de que era suspeito, Silva afirmou que agiu por conta própria e motivado por um sentimento de revolta contra criminosos que ameaçavam a sua família, expulsavam moradores locais e matavam pessoas da região do Vale do Mamanguape, negando qualquer pertença a um grupo criminoso. No seu entender, as suas vítimas eram pessoas que o ameaçavam e eram "envolvidas com o mundo do crime", o que o motivou a "fazer justiça com as próprias mãos", refere a CNN Brasil.
Mas durante o interrogatório, Jorlan disse que cometeu cerca de 80 homicídios ao longo da vida, estando agora a Polícia Civil a confrontar as informações fornecidas com processos de outras investigações a homicídios. “É um número muito expressivo. Nós acreditamos que se não for esse número, é algo muito próximo disso”, afirmou o oficial da Polícia Civil Douglas Garcia.
No relato que fez aos agentes, o homem afirmou que teria cometido o primeiro crime aos 13 anos. Segundo o delegado Douglas Garcia, o suspeito confessou os crimes "com muita frieza" e afirmou que só atacava criminosos, como se fosse um justiceiro. "Nunca mexi com nenhum pai ou mãe de família, trabalhador, nada. Só com criminosos", terá afirmado durante o depoimento, citado pelo Folha de São Paulo.
De acordo com a investigação policial, Jorlan Silva vivia na mata. No alegado esconderijo onde habitava foram encontrados coletes à prova de bala, carregadores de metralhadoras, mais de 100 munições e ainda coronhas de armas de fogo.
Jorlan Silva está em prisão preventiva, tendo sido encaminhado para uma prisão em João Pessoa, em Paraíba.
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