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Terão sido descobertos os restos mortais de d’Artagnan, o mais famoso mosqueteiro

Diogo Barreto 25 de março de 2026 às 19:45

O herói de capa espada morreu em Maastricht. Arqueólogos acreditam ter descoberto o seu esqueleto numa igreja na cidade neerlandesa.

Foram encontrados restos mortais pertencentes a Charles de Batz de Castelmore d’Artagnan, o mosqueteiro mais famoso da história, numa igreja na cidade de Maastricht, nos Países Baixos, acredita uma equipa de arqueólogos.

Estátua de d'Artagnan em Auch, França JackF/iStockphoto

Os responsáveis pela manutenção da Igreja de São Pedro e São Paulo e os arqueólogos responsáveis pela descoberta informaram que o corpo do famoso protagonista da obra de Alexandre Dumas (Os Três Mosqueteiros) foi descoberto diante do altar, numa sepultura que estava escondida debaixo do pavimento. O túmulo foi revelado depois de parte do chão da igreja ter cedido, em fevereiro deste ano.

O esqueleto foi exumado para que os arqueólogos pudessem proceder às análises de DNA. “Trata-se de uma investigação de alto nível, na qual queremos ter a certeza absoluta — ou o mais próximo possível — de que se trata do famoso mosqueteiro, que morreu aqui, perto de Maastricht”, afirmou o arqueólogo Wim Dijkman, responsável pela exumação, em declarações à agência Reuters.

O diácono Jos Valke informou ainda que foram encontrados objetos como uma moeda de 1660 e fragmentos de uma bala de chumbo.

A igreja já tinha sido anteriormente apontada como possível última morada do militar do século XVII. Uma carta datada do século XVII informava que d’Artagnan teria sido enterrado em solo sagrado. "Encontrámo-lo sob um altar. Dificilmente poderia ser um local mais sagrado”, afirmou Valke.

D'Artagnan é o mosqueteiro mais famoso da história graças ao romance Os Três Mosqueteiros, escrito por Alexandre Dumas, e às suas sequelas: Vinte Anos Depois ou O Visconde de Bragelonne - Dez anos mais tarde. Em Portugal há várias edições das histórias de d'Artagnan publicadas pela Relógio d'Água, a Levoir ou a Porto Editora (entre outras). A obra foi adaptada centenas de vezes para cinema, televisão, banda-desenhada, histórias infantis e teatro. Em Portugal várias gerações tiveram acesso à personagem através da série D'Artacão e dos Três Moscãoteiros, em que as personagens eram transformadas em cães.

No entanto, d’Artagnan foi uma figura histórica real. Serviu o rei francês Luís XIV, o “Rei Sol”, e acabou por ascender ao cargo de capitão-tenente dos mosqueteiros, o líder da guarda real francesa. Morreu durante o cerco francês a Maastricht, na Guerra Franco-Holandesa, a 25 de junho de 1673, após ser atingido na garganta por uma bala de mosquete.

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