O maior do brinco

Record 06 de março de 2016

Por Record

Ser jogador profissional de futebol é algo de fascinante. Poder trabalhar em algo que nos dá prazer e nos envolve durante muito tempo da nossa vida, dá significado à nossa existência. Mas o perigo está sempre à porta e espreita por entre as janelas do dia à dia. O prazer, o dinheiro, a fama podem transportar-nos para o 'outro lado', fazendo com que os erros e as más decisões sejam norma repetida e não mero acidente ou percalço. Juntam-se os falsos amigos e os familiares interesseiros e o desastre acontece. Muitos deles sem retorno.

Há algum tempo, ao folhear uma revista antiga, deparei com a crónica de um Benfica-Sporting de fevereiro de 1978, no qual o antigo jogador internacional Vítor Baptista foi protagonista. Ao marcar o golo da vitória do Benfica num gesto técnico mágico, 'O Maior' perdeu o brinco de ouro que usava como imagem de marca. Em pleno relvado da Luz, companheiros, adversários e o próprio árbitro Rosa Santos andaram à procura do precioso adereço, adiando o recomeço do jogo.

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