Fogo de Monchique levou parte da riqueza do concelho

CM 13 de agosto de 2018

Há quem diga que pensa em sair de Monchique, há quem não tenha dúvidas e já arregace as mangas.

Por Correio da Manhã

Monchique é dos concelhos mais envelhecidos do Algarve, com menos população e com menor poder de compra. Perante mais um grande fogo no espaço de 15 anos, as pessoas procuram recompor-se, entre o desânimo e a esperança firme.Monchique é um concelho diferente da maioria dos do Algarve, onde a praia e o mar trouxeram riqueza e emprego. Situado na serra, tem uma economia centrada na floresta, na pedra e na água, além de algum turismo. Está nos lugares cimeiros do distrito de Faro quando se fala de envelhecimento - com 3,6 idosos por cada jovem -, de desemprego, de poder de compra e de população (de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística).Casas em ruina, carros carbonizados e o rasto de destruição do incêndio em MonchiqueCom o fogo que lavrou entre 03 e 10 de agosto, queimando no concelho 16.700 hectares, foram-se medronheiros, sobreiros e colmeias, que pululavam pela serra e que funcionavam como uma espécie de mealheiro ou até atividade principal para parte dos monchiqueiros.

No terreno, perante o cenário, fazem-se contas à vida. Há quem diga que pensa em sair de Monchique, há quem não tenha dúvidas e já arregace as mangas, há quem esteja num limbo para ver o que acontece - se a floresta muda, se surgem outras oportunidades, se as árvores recuperam.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login