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Metade das crianças que não vão à escola são da África subsariana

24 de outubro de 2017 às 22:08

A região recebeu apenas 25% da assistência financeira à educação básica em 2015, refere o Relatório de Monitoria Global da Educação da UNESCO.

Mais de metade das crianças que não estuda no mundo está na África subsariana e a região recebeu apenas 25% da assistência financeira à educação básica em 2015, refere o Relatório de Monitoria Global da Educação da UNESCO.

O relatório foi lançado simultaneamente em Maputo, Brasília e Londres e é subordinado ao tema: "Responsabilização na Educação: cumprir os nossos compromissos", sendo o segundo de monitoria dos progressos rumo aos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável - agenda de acção das Nações Unidas até 2030.

No capítulo sobre financiamento, a pesquisa assinala que a média mundial do gasto público com educação foi de 4,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015, ou seja, situando-se na faixa entre 4% e 6% proposta pelo Marco de Acção da Educação de 2030.

"Os gastos com a educação variam entre 3,7% em países de renda baixa e 5,1% em países de renda alta. Pelo menos 33 países, tanto pobres, como ricos, não cumprem com nenhum parâmetro de referência de financiamento educacional", refere o documento.

A África subsariana também acolhe a menor percentagem de professores com formação, 62%, depois de 70% no Caribe e 77% na Ásia.

Na África subsariana, prossegue o texto, apenas 22% das escolas primárias dispõe de electricidade e a região alberga 17 dos 24 países em que o acesso a instalações básicas de saneamento está ainda abaixo de 50% da população.

Um em cada quatro jovens da África subsariana não sabe ler, uma situação altamente influenciada pela desconexão permanente entre a língua falada em casa e a língua ensinada na escola.

Falando em Maputo durante o lançamento do relatório, o director-adjunto da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Tecnologia), Getachew Ensida, disse que os desafios que prevalecem no sector da educação colocam o imperativo de uma acção mais forte por parte dos governos.

"A educação deve estar no coração da acção dos governos, de modo a que se atinjam as metas propostas nos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável", afirmou Getachew.

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