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EUA: Distúrbios em Charlotte após polícia matar homem negro

21 de setembro de 2016 às 09:04

Doze agentes ficaram feridos. Keith Lamont Scott, um afro-americano de 43 anos, estava no parque de estacionamento de um edifício

A cidade norte-americana de Charlotte, na Carolina do Norte, foi palco de distúrbios durante a noite, depois da morte, na terça-feira, de Keith Lamont Scott, um afro-americano de 43 anos baleado horas antes pela polícia.

Confrontos entre polícia e manifestantes resultaram numa dúzia de agentes feridos, um dos quais atingido com uma pedra na cara, enquanto vários veículos policiais e de meios de comunicação ficaram danificados.

Desconhece-se o número de manifestantes feridos nos confrontos, que começaram ao final da tarde e prolongaram-se durante várias horas, bem como o de eventuais detenções.

A tensão em Charlotte aumentou depois de agentes matarem Scott no parque de estacionamento de um edifício - segundo a polícia, o homem estava armado e "representava uma ameaça de morte iminente".

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"O indivíduo saiu do veículo com uma arma de fogo que representava uma ameaça de morte iminente para os agentes, que em seguida dispararam as suas pistolas", informou a polícia de Charlotte, em comunicado.

Os agentes tinham-se deslocado ao edifício para executar uma ordem de detenção contra outro homem, que não encontraram.

Familiares de Scott negaram que este estivesse armado e asseguraram que o que ele transportava era um livro que estava a ler enquanto esperava que um dos seus filhos regressasse da escola.

O agente que matou Scott foi identificado como Brentley Vinson e, segundo a imprensa local, é também afro-americano.

A presidente da câmara municipal de Charlotte, a maior cidade do estado de Carolina do Norte, com mais de 825 mil habitantes e 35% de população negra, disse que a comunidade "merece respostas" e prometeu uma "investigação completa".

O caso surge num clima de crispação racial que tem vindo a aumentar nos últimos dois anos devido à morte de dezenas de afro-americanos às mãos da polícia, e dias depois de uma agente matar um homem negro desarmado, Terence Crutcher, em Oklahoma, um ato que ficou registado em vídeo.

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