Sábado – Pense por si

Editorial

Reparar é imoral, mas o governo não consegue dizê-lo

Há um vazio gritante no discurso do governo, que, se não o preencher, vai continuar a ser cavalgado pelo Chega: o MNE não conseguiu dizer o mais simples, que é contra o mecanismo de reparações para corrigir erros passados que não têm correção presente possível. Ou seja, Rangel não se veio embora sem dizer nada. Verdade histórica, reconhecimento de erros, a admissão de responsabilidade, são uma coisa. Culpas e penas coletivas e transmissíveis só existem em regimes jurídicos não democráticos.

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A família imperial disputa a sucessão e um homem paga 30 mil euros para ser conde
Raquel LitoSónia Bento

Venda de títulos no mercado negro, pratas desaparecidas e palácios trancados: as guerras dos descendentes de D. Pedro II

Há um pai e um filho de costas voltadas, gás lacrimogéneo à porta do palácio e forças policiais. Depois, um tio que não reconhece o casamento do sobrinho, marcado para novembro. Dois ramos disputam a sucessão e, pelo meio, vem à tona uma denúncia: um português pagou 30 mil euros para ser conde, através de um diploma alegadamente emitido em nome da Casa Imperial. O Ministério Público investiga.

Buscas, Provas e Preconceitos

Uma busca nunca constitui uma declaração de culpa, consistindo apenas num ato de recolha. O magistrado que a autoriza ou determina não está a afirmar que o visado cometeu um crime. Está, pelo contrário, a criar as condições para que os factos possam ser apurados com todo o rigor e com base em elementos objetivos.

Pedro Henrique Miranda

Cotrim processa acusadora

A queixa-crime de Cotrim contra a acusadora, a herança de Ricciardi e uma discordância entre médicos são as manchetes desta terça-feira.

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