CGTP acusa Governo de "desvirtuar" prestações sociais com Prestação Social Única
A central sindical considera "inaceitável" que o Governo desvirtue um conjunto de 13 prestações sociais com o pretexto de aproveitar fundos provenientes do PRR.
A central sindical considera "inaceitável" que o Governo desvirtue um conjunto de 13 prestações sociais com o pretexto de aproveitar fundos provenientes do PRR.
Há cada vez mais adesão à greve geral marcada para esta quarta-feira, 3 de junho.
O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, rejeita que a greve geral convocada para quarta-feira seja extemporânea, recusando "correr atrás do prejuízo", e reitera que cada central sindical será responsabilizada "pelo caminho que decidiu seguir".
Conheça um resumo das principais alterações previstas ao Código do Trabalho.
Tiago Oliveira afirmou que a CGTP tem recebido adesões de várias estruturas sindicais e está a desenvolver trabalho diário em empresas e locais de trabalho para mobilizar os trabalhadores para a paralisação de 3 de junho.
Com os bombos a marcar o ritmo, o desfile marcado por muitas faixas, bandeiras, cartazes, avançava ao som de palavras de ordem como: "A luta continua, nas escolas e na rua" e "Negociação Sim, imposição não".
A CGTP acusou o Governo de ser "profundamente antidemocrático" e de ter uma atitude "anticonstitucional" ao convocar "reuniões paralelas" às reuniões plenárias de Concertação Social.
Entrega do pré-aviso acontecerá dias depois de o Governo ter dado por terminado as negociações da reforma laboral.
Luís Montenegro disse que, sem entendimento na concertação social, a última palavra sobre o pacote laboral cabe à Assembleia da República.
Durante a tarde desta sexta-feira, milhares de pessoas juntaram-se às comemorações do 1.º Maio, na manifestação convocada pela CGTP entre o Martim Moniz e a Alameda D. Afonso Henrique, em Lisboa. A UGT concentrou-se no Jamor.
Anúncio foi feito pelo secretário-geral Tiago Oliveira em entrevista à RTP Notícias.
A intersindical garantiu que os trabalhadores vão também lutar pela “derrota do pacote laboral”, que referiu ilustrar que o executivo de Luís Montenegro serve apenas “os interesses dos grandes patrões”.
Em Lisboa, o Coliseu dos Recreios recebe Carminho, a Casa Capitão Marcos Valle e o CCB José Manuel Neto. Em Braga, em Matosinhos e em Faro, há concertos e teatro.
No seu caderno reivindicativo para 2026, a CGTP exigia um aumento salarial de pelo menos 15%, num mínimo de 150 euros para todos os trabalhadores e a fixação do salário mínimo nacional em 1.050 euros.
Mário Mourão disse que o secretariado da UGT ainda está a analisar a última versão da proposta apresentada pelo Governo e que só na quinta-feira irá emitir uma decisão. Já a CGTP esteve hoje reunida com Seguro para denunciar a tentativa do Executivo em afastá-la do processo.
Tiago Oliveira lembrou que "a maioria dos trabalhadores se pronunciaram no sentido de rejeitar" a proposta de alterações do executivo.