Tudo o que os americanos detestam
De Gaulle era senhor de uma visão ampla, por muito equivocada que fosse, das grandes linhas de força da política internacional do seu tempo.
De Gaulle era senhor de uma visão ampla, por muito equivocada que fosse, das grandes linhas de força da política internacional do seu tempo.
O livro “1984” poderá apenas fazer-nos compreender os mecanismos usados pelos totalitários para conquistar o poder e continuar a dominá-lo sem serem derrubados.
O que sucedeu no Instituto Vavilov, junto à Catedral de Santo Issac, no centro histórico da antiga capital imperial de Sampetersburgo, é um caso extremo de sacrifício pela ciência em prol do próximo.
A Europa precisa de imigração. Não é uma opinião. É uma evidência demográfica.
Esta é, desde já, a consequência mais assustadora da guerra na Ucrânia: sem armas nucleares é impossível garantir soberania plena da capacidade de dissuasão.
A imperativa identificação e lealdade entre judeu e Estado de Israel levou a uma equivalência entre crítica à política governamental israelita e antissemitismo.
Há que admitir aqui que as coisas que receamos para nós são as mesmas que geram piedade quando acontecem aos outros
Cenas de mau-gosto como equiparar fascismo e comunismo, sistemas ditatoriais aspirando a dominação totalitária, «não se faziam em jantares de esquerda»
Um olhar para o passado proporciona-nos, facilmente, figuras como Mussolini, Stalin, Hitler e Mao Zedong. Todos estes líderes, independentemente da sua inclinação política, viram ser construído um culto de personalidade em sua honra.
Simenon chega a Batumi vê órfãos famintos e ao abandono, rações de miséria, gente que espia num canto e mercadeja noutro, para num bar reservado a estrangeiros com divisas fortes deparar com um cônsul turco que desespera por sair dali num barco qualquer.
«Já encontraste alguma coisa de muito terrível, de muito criminoso, de insensato, em que os intelectuais não pensassem e de que não quisessem servir-se para renovar o mundo?»
A memória inquina a política de negociações e para muitos ucranianos, desencantados outra vez com aliados que claudicam, alguns temores agigantam-se como um pesadelo.
Sejamos lúcidos, e sem fazer favor nenhum, é um crime assistir impávido e sereno na bancada e de braços totalmente cruzados, à realidade interna de Gaza e arredores: ditadores a usar e abusar do poder exclusivamente para proveito próprio.
Benjamin Netanyahu está a causar danos bem mais graves à Democracia, ao Estado de Direito, e, em geral, às construções ideológicas que caracterizam a chamada Civilização ou Cultura Ocidental, do que aqueles que estão a ser provocados por Vladimir Putin.
Conselheiro de Defesa nacional dos EUA com Nixon, Kissinger finou-se na sua casa de Connecticut e na sua lápide bem poderá figurar a máxima de que só o poder importa.
Moscovo viverá esta terça-feira um Dia da Vitória entre a exaltação do poderio militar e a sombra de um futuro incerto no campo de batalha na Ucrânia. Nesta análise, João Carlos Barradas antecipa: O discurso de Putin no Dia da Vitória soará a oco.