Espanha suspende acordo Schengen com Itália após crise migratória em Ceuta
Medida entra em vigor já a partir da meia-noite de sábado e consistirá na verificação da identidade e nacionalidade dos viajantes vindos de Itália, na fronteira.
Medida entra em vigor já a partir da meia-noite de sábado e consistirá na verificação da identidade e nacionalidade dos viajantes vindos de Itália, na fronteira.
Em menos de 24 horas, mais de 60 mil migrantes chegaram à fronteira espanhola a nado, entre vivas a Espanha e a Pedro Sánchez. As políticas migratórias do primeiro-ministro espanhol estão na mira da oposição.
Ministro da Administração Interna espanhol sublinhou que ninguém pode sair da cidade de Ceuta e aceder ao continente europeu sem um rigoroso controlo documental.
Líderes de 22 países europeus acusam o primeiro-ministro espanhol de criar a "perceção de que a entrada ilegal na União Europeia é possível".
Nas últimas horas, Marrocos deteve 70 pessoas pelo alegado envolvimento nos incidentes ocorridos na crise migratória, que já fez, pelo menos, 67 mortos.
Apesar de ressalvar que a maioria demonstrou o seu apoio e solidariedade, o Presidente do Governo de Espanha sublinhou que outros optaram por atacar o seu país e exigir a sua exclusão temporária do Espaço Schengen.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, rejeitou, na sexta-feira, a suspensão das regras do espaço Schengen na sequência da crise migratória em Ceuta, defendendo antes um reforço da vigilância nas fronteiras marítima e terrestre do sul de Portugal.
"Há razões para reforçar a presença das forças de autoridade no controlo de fronteiras, nomeadamente aquelas que estão mais próximas deste acontecimento", afirmou o primeiro-ministro.
50 mil entraram, mas mais de 48 mil pessoas que chegaram a Ceuta sem autorização já regressaram a Marrocos. Pelo caminho, contam-se 57 mortos.
Segundo o Governo espanhol, 25.000 pessoas que entraram ilegalmente na cidade na quinta-feira e na madrugada desta sexta-feira já voltaram a Marrocos por iniciativa própria ao longo da manhã, estando a sair "a um ritmo de 150 pessoas por minuto".
Dezenas de milhares de migrantes entraram em Ceuta sem passar pelo controlo fronteiriço.
Primeiro-ministro garante que as autoridades portuguesas “estão articuladas e a agir em concertação com as congéneres espanholas”.
À semelhança do que já foi sugerido por Itália e pela Finlândia, na sequência da crise migratória em Ceuta.
França também já manifestou a sua preocupação com o sucedido nos últimos dias.
As autoridades marroquinas endureceram os controlos para diminuir a pressão sobre a fronteira, mas milhares de pessoas, na sua maioria jovens, refugiaram-se nas colinas próximas e chegaram a atirar pedras às forças de segurança.
O controlo fronteiriço, assim como a vedação que desde 1909, acabaram hoje, por ter entrado em vigor o acordo alcançado pelo Reino Unido e pela União Europeia para regular as relações de Gibraltar com o bloco comunitário na sequência do Brexit.