Auditoria deteta pagamentos ilegais no INEM
Dirigentes eram pagos em duplicado para dar formação. Para contornar as ilegalidades, mudou-se para a formação externa, que também já está sob suspeita
Dirigentes eram pagos em duplicado para dar formação. Para contornar as ilegalidades, mudou-se para a formação externa, que também já está sob suspeita
Foi pedida uma a audição do responsável do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), na sequência da morte de um homem de 78 anos no início de janeiro no Seixal, depois de ter aguardado cerca de três horas pelo socorro.
Durante a manhã, o presidente da ANEPC reuniu-se durante cerca de meia hora com o presidente do INEM, que saiu das instalações da Autoridade sem prestar declarações, constatou a Lusa no local.
Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses deu conta disso ao Governo, nomeadamente à ministra da Saúde, e ao diretor-executivo do SNS, que nada fizeram.
António Nunes esteve reunido com Luís Mendes Cabral, presidente do INEM, depois de nas últimas 48 horas terem morrido três pessoas à espera de socorro. No entanto garantiu que encontro já estava marcado.
Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar aponta o dedo ao novo sistema de triagem.
A fita do tempo desta ocorrência regista uma primeira chamada pelas 18h07, seguida de uma segunda chamada de socorro a questionar a demora dos meios.
Bombeiros tiveram de percorrer uma distância de 35 quilómetros.
Foi também determinada a realização de uma autópsia médico-legal.
Um homem morreu na terça-feira no Seixal depois de quase três horas à espera de socorro do INEM.
O presidente do INEM lamentou o desfecho fatal e recusou que o atual sistema de triagem tivesse tido qualquer influência.
"Não podemos continuar a viver num país onde quando um cidadão liga para o INEM espera ter sorte, quando aquilo que é suposto é esperar ter resposta e é isso que precisamos de ver garantido", afirmou Mariana Vieira da Silva
Candidata presidencial considera que o Governo que "corta primeiro e pensa depois".
Um homem de 78 anos faleceu na terça-feira depois de esperar quase três horas pela ambulância. Vítima ligou três vezes para o 112 mas Luís Mendes Cabral garante que "o INEM não falhou".
O protocolo entre os três organismos, PJ, INEM e IPST, foi assinado esta segunda-feira e o objetivo é criar uma cooperação para o transporte aéreo de órgãos e das respetivas equipas médicas de colheita.
Presidente do INEM fez criticas à postura dos técnicos durante a greve de 2024, que considerou ter tido uma "vertente ética e deontológica gravíssima".