Andar depressa e partir coisas
Quando um Governo assume que reformar é escavacar, vivemos tempos perigosos.
Quando um Governo assume que reformar é escavacar, vivemos tempos perigosos.
O ex-ministro da Educação reconhece que o sistema de avaliação dos exames falhou e questiona se os alertas dos especialistas terão sido ouvidos.
Os desafios da Inteligência Artificial e a ligação entre leitura e democracia são alguns dos temas desta edição, que tem como título "Back to Basics. Back to Books" e que foi apresentada esta quarta-feira.
Para combater a falta de profissionais no setor.
Impugnações judiciais, boicotes à eleição do reitor, pressão sobre alunos, queixas ao Governo, emails exaltados. E o drama na Nova está ainda longe do fim.
Ficam de fora da alçada do ministério da educação, mas esse também não é o seu foco. Nestas escolas, a preocupação maior reside na motivação para aprender e no futuro do aluno.
"As empresas que adotam a IA tornam-se mais produtivas, e assim mais competitivas e, como tal, a procura do produto aumenta, logo, aumentam o emprego", refere Philippe Aghion.
Novo estudo mostra que "houve perdas generalizadas, que são graves, desiguais e que acentuam clivagens mesmo dentro dos mesmos meios sociais e das mesmas turmas".
Com todo o respeito cívico e intelectual que tenho pelo ex-ministro da Educação, só há uma maneira direta de o dizer: Nuno Crato tem uma grande lata ao falar da falta de professores.
Na viragem para 1974, capitães conspiravam, maoistas proliferavam nas universidades e fações armadas planeavam sequestros. Poucos suspeitavam que o 25 de Abril estava à porta. O ambiente político e as conspirações na última passagem de ano em ditadura.
Prometeu à mulher que não voltava à política a sério antes de a filha ser mais crescida. Riu-se bastante com a manchete que lhe insinuava uma nova namorada. Adora dar aulas. Não se inibe nas conversas nem nos almoços. “Seria um imbecil” se o fizesse, costuma dizer. Nem faz planos nem diz nunca. Sofreu, mas às vezes canta. A família, a universidade e a política no quotidiano do ex-primeiro-ministro.
O autor de "Memórias da Grande Marcha dos Professores", em 2008, faz um paralelo com os protestos atuais da classe. Diz que pouco mudou e acha que o processo negocial em curso serve apenas para "início de conversa".
"A versão final não corrige nem os erros de natureza científica, nem os de natureza pedagógica, pelo que não se pode considerar um documento legítimo", critica a Sociedade Portuguesa de Matemática.
Mudanças vão entrar em discussão pública. Especialistas querem que os alunos serem capazes de usar a matemática em matérias como os salários, impostos, descontos ou promoções.
Pelos seus mandatos na liderança da Fenprof passaram já seis ministros da Educação: Maria de Lurdes Rodrigues, Isabel Alçada, Nuno Crato, Margarida Mano, Tiago Brandão Rodrigues e agora João Costa.
O PSD tem hoje 48 velas para apagar, mas muito poucos motivos para celebrar. Na verdade, nem haverá festa. Só uma conferência no Porto, para a qual os ex-líderes do partido nem foram convidados.