O vigilante aumentado: a inteligência artificial como braço direito da segurança privada
A máquina vê mais, mais depressa e sem cansaço. Mas continua a não saber o que está a ver. É aí que começa, e não acaba, o trabalho do vigilante.
A máquina vê mais, mais depressa e sem cansaço. Mas continua a não saber o que está a ver. É aí que começa, e não acaba, o trabalho do vigilante.
A formação académica de um profissional de cibersegurança deve ser obrigatoriamente uma licenciatura: Engenharia Informática ou Direito pelas áreas jurídicas complexas e exigentes.
A simplificação administrativa deixou também de ser slogan e passou a ter métricas. O diagnóstico assumido pelo próprio ministro Adjunto e da Reforma do Estado foi cru: cerca de 356 horas para abrir uma empresa e mais 391 horas em obrigações burocráticas, ou seja, perto de 750 horas por ano perdidas em papelada, o equivalente a um terço do ano de trabalho de um empresário.
O Amália não é, nem pretende ser, um "ChatGPT português".
Da promessa tecnológica à responsabilidade jurídica.
Para quem lida com a natureza de duplo uso destas ferramentas, o raciocínio é familiar e incómodo: as mesmas perguntas que são valiosas nas mãos de um profissional de cibersegurança ou de um investigador em biologia podem ser perigosas nas mãos de um agente malicioso.
Um esforço de modernização digital que posiciona o país entre os líderes europeus.
Em resposta a incidentes graves está previsto um Gabinete de Crise convocado pelo Secretário-Geral do Sistema de Segurança Interna, composto por representantes da Polícia Judiciária, do Serviço de Informações de Segurança e do próprio CNCS.
Nenhuma tecnologia, por mais avançada, pode compensar a falta de consciência e responsabilidade humana. O erro humano continua a ser a principal causa de incidentes de segurança — e isso não resulta de má-fé, mas de desinformação e hábitos incorretos.
A evolução constante das técnicas de ataque, a interdependência digital e a escassez de quadros especializados exigem que Portugal continue a apostar numa cibersegurança estratégica, transversal, e sustentada.
Devemos ser exigentes com os nossos líderes, cuidadosos com os nossos comportamentos digitais e conscientes de que a segurança do país começa muitas vezes nas pequenas decisões do nosso dia-a-dia: uma palavra-passe forte, um link que evitamos abrir, uma notícia que escolhemos verificar.
A nova diretiva reflete o reconhecimento de que a proteção de redes e sistemas de informação é crítica para a resiliência das infraestruturas essenciais, a segurança dos cidadãos e a estabilidade das economias dos países-membros da UE.
Em causa está o incumprimento da transposição de uma diretiva europeia, NIS2, sobre cibersegurança para as legislações nacionais. O prazo era 17 de outubro.
"A Europa não tem nenhuma empresa com dimensão, com relevância, com impacto na IA. No entanto, fomos os primeiros a regular", critica o diretor da NOS.