A esperança tem a idade da juventude
Não estamos perante uma crise de aspirações. Estamos perante uma crise de oportunidades.
Não estamos perante uma crise de aspirações. Estamos perante uma crise de oportunidades.
Os conflitos modernos travam-se também sobre os corpos dos mais vulneráveis. Em demasiados contextos, a violência sexual continua a ser utilizada como arma de guerra, instrumento de terror, mecanismo de controlo e forma de destruição do tecido social das comunidades.
Demasiadas pessoas continuam privadas da dignidade, dos cuidados e do apoio necessários para gerir a sua menstruação de forma segura e saudável. Não por falta de soluções. Mas por vezes por falta de vontade política, de investimentos e de coragem colectiva.
Num momento em que vários países parecem alarmados com a queda da natalidade, novos dados mostram que o verdadeiro problema não é a falta de vontade de ter filhos, mas sim a falta de condições para os ter.
A SÁBADO falou com Lou Cormack, dos Médicos Sem Fronteiras, e com Mónica Ferro, do Fundo das Nações Unidas para a População, sobre os impactos dos cortes no financiamento, que além de dificultarem o apoio imediato às populações têm impacto na economia dos países afetados.
O mundo foi, durante décadas, desenhado com um padrão implícito: o corpo masculino. Esse facto — tantas vezes invisível — continua a influenciar a ciência, a tecnologia, o design de produtos e até algumas políticas públicas.
Quando as equipas do Fundo das Nações Unidas para a População chegaram com clínicas móveis e serviços de proteção, Amina disse a uma das nossas parteiras: “Pensei que o mundo se tinha esquecido de nós.”
Em contextos de crise, os direitos das mulheres são frequentemente os primeiros a perder prioridade— e os últimos a ser restaurados.
A mutilação genital feminina viola direitos fundamentais, incluindo o direito à saúde, à vida, à integridade física e mental e à ausência de tortura. Além disso, essa prática perpetua normas sociais nocivas, que devem ser desafiadas e erradicadas.
Em meados deste ano, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados dizia-nos que o número de pessoas deslocadas à força rondava os 123 milhões; em 2023 cerca de 612 milhões de mulheres e raparigas viviam a menos de 50 quilómetros de pelo menos um dos 170 conflitos armados.
É fundamental que se compreenda que a saúde menstrual é parte integrante da saúde e dos direitos sexuais e reprodutivos e que é um fator determinante para a realização dos direitos humanos das mulheres e das raparigas em toda a sua diversidade.
A luta contra o casamento infantil não é uma questão de caridade ou benevolência. É uma questão de justiça e equidade.
Quando vemos para além dos números e nos focamos nos direitos, vemos um mundo de possibilidades, vemos um mundo em que cada pessoa realiza o seu potencial.
O casamento infantil é uma realidade para milhões de crianças todos os anos. Casadas antes de completar 18 anos, muitas são forçadas a abandonar a escola, sujeitas a várias formas de violência, a uma gravidez e à maternidade para a qual não estão preparadas física ou emocionalmente.
Não é possível construir um mundo com dignidade para todas as pessoas se continuarmos a deixar algumas para trás. E as mulheres estão entre as que com mais frequência são deixadas para trás.
É o carater singular e inovador da atual eleição para Secretário Geral e as várias anunciadas e percebidas manobras de bastidores que catapultaram a escolha deste ano para o topo da agenda pública