O luxo dos filhos do regime do Irão no Ocidente
Enquanto o círculo do poder de Teerão impõe a vontade do supremo líder, familiares da elite iraniana moram no Ocidente — e há quem viva com ostentação.
Enquanto o círculo do poder de Teerão impõe a vontade do supremo líder, familiares da elite iraniana moram no Ocidente — e há quem viva com ostentação.
Fala-se do filho do Xá. Fala-se de líderes no exílio. Fala-se de figuras que, do exterior, prometem um novo Irão. Mas raramente se equaciona um nome que está, e sempre esteve, dentro da própria história política da República Islâmica: Mohammad-Reza Khatami.
Uma capital de nove milhões sem água, uma economia a afundar-se, uma oposição sem programa ou união, um país a esvair-se em protestos sem solução clara à vista.
A aceitação do princípio de «guerra preventiva» e a violação impune, à semelhança do que ocorre na Ucrânia, da interdição de ataque a instalações nucleares civis, é, desde já, uma das mais perigosas consequências da guerra.
O moderado Pezeshkian sucede agora a Ebrahim Raisi, o ultraconservador iraniano que morreu numa queda de helicóptero em maio. É um defensor dos grupos étnicos minoritários do Irão, e pretende melhorar as ligações com o Ocidente.
Massoud Pezeshkian é um dos seis candidatos presidenciais aprovados pelo comité dos clérigos e parece ter despertado a atenção dos iranianos descrentes no regime. Os resultados das eleições só serão conhecidos no domingo.
O seu poder sente-se dentro do Irão, onde obedece diretamente ao líder supremo, e fora de fronteiras, através da Força Quds e do Hezbollah, que fundou. Mortes em abril foram apontadas como razões do ataque.
Em 1989, o aiatola Khomeini decretou que Os Versículos Satânicos ofendia o Islão e apelou à morte do seu autor. Durante quase 30 anos, Rushdie teve de andar na clandestinidade. Foi esfaqueado no pescoço e está a ser operado.
O todo-poderoso grupo de 12 controla o acesso ao sistema eleitoral iraniano. Mas a verdadeira mão que manobra nas sombras é, como habitualmente, a do Ayatollah Khamenei. E há eleições a 18 de junho.
Presidente do Irão em viagem à Europa.