Cuba abre novos setores da economia à iniciativa privada
As novas medidas inserem-se no programa de reformas económicas aprovado recentemente pela Assembleia Nacional do Poder Popular.
As novas medidas inserem-se no programa de reformas económicas aprovado recentemente pela Assembleia Nacional do Poder Popular.
Na última sexta-feira o grupo hoteleiro Meliá despediu-se de Cuba. Era um dos últimos resistentes, depois de várias outras cadeias e companhias aéreas terem abandonado a operação nesta ilha das Caraíbas. Mais de 65 anos depois do embargo iniciado pelos EUA, o país enfrenta um dos piores momentos da sua história.
O chefe de Estado defendeu que a comunidade internacional deve ser solidária com Cuba, alertando que Washington pode replicar este tipo de pressão noutros países.
A cessação da atividade da Meliá estende-se à utilização de marcas autorizadas, à atividade de acolhimento de turistas e à cadeia de abastecimento local ligada ao aprovisionamento dos estabelecimentos.
O regime cubano, que passou mais de 60 anos a acreditar que a economia podia ser gerida como quem organiza uma festa de aniversário, "tu levas os salgadinhos, eu trato dos refrigerantes e o Estado decide quanto custa cada um", descobriu agora uma realidade surpreendente: tabelar preços produz escassez, filas, mercado paralelo, corrupção e desinvestimento.
A fatura com a nova sede da câmara municipal liderada por Isaltino Morais continua a derrapar, num caso de manual sobre o custo deslizante das empreitadas públicas.
Fragilizada por crises sucessivas e sob o peso das sanções norte‑americanas, Cuba volta a mexer na sua economia. O presidente Miguel Díaz‑Canel anunciou uma nova reforma económica, uma resposta que, como explica o politólogo José Filipe Pinto, representa “uma tentativa desesperada de Díaz‑Canel de evitar uma intervenção política dos Estados Unidos”.
As medidas dizem respeito à organização das empresas privadas e estatais, bancos, turismo, agricultura, investimentos estrangeiros, impostos, salários e mercado cambial.
A empresa estatal sancionada é proprietária de terrenos destinados ao armazenamento de combustíveis que uma empresa importadora pretende alugar.
Proíbem transações financeiras e comerciais com as pessoas e entidades designadas, cujos bens sob jurisdição dos Estados Unidos ficam congelados.
O republicano elogiou o papel do chefe da diplomacia norte-americana, o secretário de Estado Marco Rubio, de ascendência cubana, quando questionado sobre as ações de Washington em relação à ilha.
Ratcliffe deslocou-se à capital cubana Havana para manter conversações diretas com funcionários do Ministério do Interior e responsáveis pelos serviços de informação da ilha.
As provas apresentadas pela delegação cubana "demonstram categoricamente que a ilha não representa qualquer ameaça à segurança nacional dos EUA".
Desde janeiro que Washington pressiona Cuba para abrir significativamente a economia e reformar o seu sistema político, aplicando novas sanções e fazendo até ameaças de intervenção militar.
Trump referiu-se à possibilidade de os Estados Unidos “assumirem o controlo” de Cuba num futuro próximo, chegando mesmo a sugerir uma hipotética intervenção militar após o fim de uma ofensiva contra o Irão.
Na sequência das ameaças de invasão por parte de Donald Trump.