Ex-ministro Nuno Crato defende currículo mais rigoroso e simplificação do acesso à carreira docente
Para combater a falta de profissionais no setor.
Para combater a falta de profissionais no setor.
Dez mil famílias espanholas assinaram um pacto onde prometem só oferecer smartphones aos filhos quando estes atingirem os 16 anos. Em Portugal, o Movimento Menos Ecrãs, Mais Vida luta pela proibição nas escolas.
O Ministério da Educação diz ter assumido o compromisso de divulgar os resultados apenas após o final do ano letivo, depois de o Movimento "Menos Ecrãs, Mais Vida" ter acusado a tutela de ainda não ter apresentado o estudo sobre o uso de telemóveis nas escolas, que, segundo o movimento, deveria ser conhecido até finais de março.
Não deixa de ser curioso que, enquanto se discutem medidas de contenção do uso dos telemóveis nas escolas, se planeie a digitalização extensiva do ensino.
Apenas os alunos beneficiários da ação social escolar, os que aprendem com manuais digitais e os que vão realizar este ano provas digitais terão direito a uma ligação gratuita.
Partido pede ainda que o Governo produza um documento, "com recurso a especialistas da psicologia e das ciências da educação", que inclua orientações para o uso saudável de tecnologias nas escolas.
Iniciativa é do Movimento Menos Ecrãs, Mais Vida e reuniu mais de quatro mil assinaturas.
A crónica falta de professores está a criar o cenário perfeito para a digitalização no ensino. Mas estes recursos têm muitas desvantagens na aprendizagem.
Ministério da Educação decidiu levar a cabo um projeto de substituição de manuais em papel por livros digitais, que começou de forma gradual em 2020/2021.
Diretores dos agrupamentos escolares acreditam que a crescente digitalização dos manuais contribuiu para a diminuição da sobrecarga dos alunos em Portugal. Para as associações de pais, o peso continua a ser excessivo.
No arranque do ano letivo, a informação prestada às escolas era que os alunos do 3º e 4º ano não iam ter de devolver os manuais escolares. No final do ano letivo os pais receberam uma indicação contrária, já depois de as crianças terem usado os livros. Agora correm o risco de ter de os pagar.
Entre 7 e 11 de setembro começam a funcionar as creches, o pré-escolar e os 1.º, 2.º e 3.º ciclos e entre o dia 14 e o dia 17 de setembro arrancam as aulas do ensino secundário.
Projeto do Governo é um "tubo de ensaio para a escalagem para todos os agrupamentos de uma forma progressiva”. Secretário de Estado da Educação diz que lista de 10 escolas ainda não está fechada e terá "diferentes contextos geográficos e socioeconómicos".
A aquisição de licenças digitais de manuais vem completar a gratuitidade dos manuais escolares na escolaridade obrigatória.
O ano letivo 2019/2020 arranca entre os dias 10 e 16 de setembro na Madeira, mobilizando cerca de 6.300 professores e 42 mil alunos.
"A todos os alunos que irão frequentar no próximo ano letivo o 5.º ano na Madeira serão atribuídos manuais digitais, a todos sem exceção", disse secretário de Estado.