Sábado – Pense por si

"Na pandemia o 'Ensaio sobre a Cegueira' foi um dos livros mais requisitados. Saramago é uma potência absolutamente mundial. Tem de estar sempre"

"Na pandemia o 'Ensaio sobre a Cegueira' foi um dos livros mais requisitados. Saramago é uma potência absolutamente mundial. Tem de estar sempre"

O escritor Gonçalo M. Tavares esteve no NOW e criticou duramente o programa escolar português, que prevê apenas um livro obrigatório por ano, classificando a situação como "absolutamente ridícula". Gonçalo M. Tavares defendeu que a literatura é fundamental para o ensino da língua portuguesa, pois coloca em movimento toda a potência da linguagem, incluindo ambiguidade, ironia e humor. O autor destacou que ensinar gramática sem literatura é "como ensinar a jogar futebol sentados" e disse que os alunos devam ler no mínimo cinco livros por ano, citando exemplos internacionais como França, que recomenda dez livros anuais, e Espanha, com cinco. O escritor defendeu também que José Saramago, "patrimônio mundial", deve continuar obrigatório nas escolas portuguesas e sublinhou ainda é "lido em todo lado".

Raquel Lito

As melhores festas da revista dos “tios”

José Saramago falou de política com ela, a caminho da gala. Os réveillons faziam-se no Ritz, assim como os bailes de debutantes. As discotecas T-Club e Stone’s recebiam o jet-set. Maria da Luz de Bragança conta à SÁBADO como mantém o título há mais de 40 anos.

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Rita Bertrand

No Porto, há atores a falar “saramaguês”

No ano do centenário de José Saramago, Nuno Cardoso transpõe para o palco "Ensaio sobre a Cegueira", com atores portugueses e catalães, unidos numa “língua comum, a da emoção humana”. Estreia no dia 10.

Feira do Livro de Madrid conta com sete autores portugueses

O Parque do Retiro, em Madrid, volta a receber "a maior livraria ao ar livre do mundo" após dois anos de pandemia. A programação terá como "foco" o escritor José Saramago e vai ser discutida a importância da América Latina na obra do autor.

(Entre parênteses)

Lobo Antunes põe algumas personagens a falar através de frases dentro de parênteses, para que as vozes se justaponham e misturem com as que estão fora deles. José Saramago, pelo contrário, condenou-os pratica- mente à inexistência nos romances, excepto nos diários.

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