Quase 2.800 utentes aguardam nos hospitais por resposta social ou vaga em cuidados continuados
Nas duas primeiras semanas do ano, foram admitidos 1.629 utentes na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.
Nas duas primeiras semanas do ano, foram admitidos 1.629 utentes na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.
As famílias invocam sobretudo dificuldades económicas, falta de condições habitacionais, indisponibilidade para prestar cuidados e conflitos familiares para não colaborarem na alta.
Às 09h20 o tempo médio de espera para a primeira observação era de 15 horas e 06 minutos para os doentes urgentes (pulseira amarela) e de 16 horas e 09 minutos para os poucos urgentes (pulseira verde).
As diferenças programáticas para a AD reduzem-se. Antigo ministro da Administração Interna não quer um bloco central, mas está disponível para dialogar com o Governo e "contribuir para a estabilidade política".
"Corremos o risco de perder simplesmente os fundos, se não dermos corda aos sapatos nos próximos dois meses. Ou os resultados [dos concursos] saem e se assinam os contratos ou não vai dar tempo para se executarem as obras", alerta o presidente da Associação Nacional de Cuidados Continuados.
Preços pagos pelas unidades hospitalares eram "muito mais elevados do que o Estado estava disposto a pagar ao setor social", detalhou Manuel Lemos no Parlamento.
O número de internamentos inapropriados no SNS continua a aumentar devido à falta de resposta às necessidades dos pacientes que se veem forçados a permanecer no hospital depois de receberem alta clínica.
A iniciativa da Europacolon Portugal é mantida por voluntários e irá funcionar até ao fim de 2024.
Em março deste ano, estavam internadas de forma inapropriada nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) 1.675 pessoas, um aumento de 60% face ao mesmo mês do ano passado.
O internamento social está a asfixiar os hospitais e custa mais de 100 milhões de euros à Saúde.
O centro hospitalar tem entre 70 a 80 doentes que estão a ocupar camas de agudos quando podiam estar a ocupar camas de outras tipologias.
Urgência da pandemia levou a que pessoas que já tiveram alta clínica mas continuavam internadas por falta de resposta de lares e outras estruturas fossem reencaminhadas.
O número total de dias de internamentos sociais foi de 119.971, sendo de 77,4 dias a demora média nacional por internamento inapropriado.
Falta de acordo entre duas instituições tem impedido a abertura da unidade hospitalar em Miranda do Corvo.
Centro Hospitalar Lisboa Central tem diariamente uma média de 70 camas ocupadas com doentes que já deviam ter saído do hospital.
Diretor clínico do Centro Hospitalar Lisboa Norte, que integra o HSM, explicou que a ideia é retirar doentes que já não precisam de internamento das camas para doentes agudos.