Primeira conferência para fim dos combustíveis fósseis começa hoje na Colômbia
O documento final da COP30 não contemplou qualquer referência ao fim dos combustíveis fósseis, supostamente por oposição de países produtores de petróleo.
O documento final da COP30 não contemplou qualquer referência ao fim dos combustíveis fósseis, supostamente por oposição de países produtores de petróleo.
Trump nunca soube muito bem o que quer com a guerra ao Irão. Mas parece cada vez mais claro que tenta uma saída rápida que lhe permita decretar algum tipo de "vitória" (seja lá o que isso for). Netanyahu, com objetivos muito mais definidos, fará tudo para prolongar os EUA envolvidos na agressão. Pelo meio, Zelensky, percebendo os riscos das vantagens para a Rússia do aumento do preço dos combustíveis fósseis, fez jogada diplomática de mestre na Arábia Saudita.
Desde o início do conflito no Médio Oriente, os preços na UE aumentaram cerca de 70% no gás e 60% no petróleo.
"Mais uma vez, os nossos cidadãos e empresas foram expostos à volatilidade dos mercados de combustíveis fósseis", criticou o comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou, esta quarta-feira, que a guerra com o Irão já custou aos contribuintes europeus cerca de 3 mil milhões de euros em importações de energia e alertou que a Europa deve resistir à ideia de voltar a comprar petróleo e gás russos.
Qase 200 países chegaram a um acordo, intitulado Mutirão Global.
A 30.ª Conferência do Clima das Nações Unidas terminou este sábado com a aprovação de um documento que reúne as principais conclusões do encontro.
Países opositores rejeitaram a sugestão.
"Há uma grande pressão dos países produtores do petróleo, que não querem reduzir as emissões", disse a ministra Maria da Graça Carvalho.
Com tudo para ser decisiva, a 30.ª edição da Conferência das Nações Unidas para as Alterações Climáticas foi só mais uma. O pulmão do mundo não inspirou os líderes dos 196 países a chegarem a bom porto: não há roteiro para a redução do consumo de combustíveis fósseis.
A saída do petróleo, carvão e gás, amplamente responsáveis pelo aquecimento global, voltou com força ao debate em Belém.
Os alunos trancaram as entradas com cadeados em protesto contra um Governo que dizem nada fazer para proteger o seu futuro.
Objetivo é pedir o fim do uso dos combustíveis fósseis até 2030. Protesto inicia-se segunda-feira e decorre até dia 22.
A Zero pede a "revisão das prioridades nos transportes e mais verbas para uma efetiva redução de emissões", considerando "positivo não se financiar projetos associados a combustíveis fósseis".
Recordando que a publicidade ao tabaco foi proibida por representar um risco grave para a saúde, a Zero diz que "faz cada vez menos sentido permitir que as empresas de combustíveis fósseis continuem a usar o poder da publicidade para normalizar, promover e até embelezar produtos que comprometem a saúde ambiental, agravam doenças respiratórias e cardiovasculares e aceleram a degradação climática".
Os 65 bancos inquiridos gastaram 869 mil milhões de dólares no ano passado com estas várias formas de apoio financeiro, um montante que aumentou 23% num ano. Cerca de metade deste montante foi consagrado à expansão dos combustíveis fósseis, de acordo com o relatório.