Universidade Nova: a academia nunca viu uma guerra assim
Impugnações judiciais, boicotes à eleição do reitor, pressão sobre alunos, queixas ao Governo, emails exaltados. E o drama na Nova está ainda longe do fim.
Impugnações judiciais, boicotes à eleição do reitor, pressão sobre alunos, queixas ao Governo, emails exaltados. E o drama na Nova está ainda longe do fim.
Ex-provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa afirma que a sua exoneração elo governo da AD foi um "saneamento político". Ana Jorge critica cortes cegos da atual gestão e a perda de autonomia financeira da Santa Casa. E conta o caos que descobriu no Brasil, entre a falta de contas e uma arma no banco de um carro.
O seu escritório de advogados tem uma avença de €30 mil por mês, desde 2023, com a Santa Casa Global, a empresa criada para a internacionalização do jogo.
Em causa está a criação da BRB Loterias, que foi suspensa tanto no Brasil como em Portugal.
Maria do Rosário Palma Ramalho disse que a SCML estará "em boas mãos e em melhores condições para enfrentar os desafios que agora tem pela frente", sendo o seu maior desafio a "sustentabilidade financeira", problema que "ditou a substituição da anterior mesa pela mesa atual".
No fim de maio já tinha tomado posse Paulo Duarte Sousa, nomeado pela ministra Rosário Palma Ramalho como novo provedor, sucedendo a Ana Jorge no cargo.
A administração da SCML foi exonerada a 29 de abril passado, tendo a ministra Maria do Rosário Ramalho justificado a decisão de afastar Ana Jorge e a sua equipa por uma "total inação" face à situação financeira na instituição.
Provedora exonerada foi acusada de "total inação" e de benefício próprio pelo Governo.
Luís Montenegro deu início ao "jogo das cadeiras" que acontece sempre que um novo Governo toma posse. João Paulo Batalha critica "lógica clientelar".
A Santa Casa da Misericórdia que não é uma Misericórdia há 190 anos, o governo que nomeia dirigentes desde 1834, as crises financeiras recorrentes, a política e os privados que se apropriam dos seus fundos - e o mito de que os lucros dos "jogos sociais" vão todos para a obra social.
A ministra do Trabalho acusou a provedora exonerada da Santa Casa de "total inação" e a administração de se beneficiar a si própria.
As audições foram requeridas pela Iniciativa Liberal e pelo Chega para discutir a situação financeira da instituição e sobre o negócio da internacionalização dos jogos sociais.
A provedora Ana Jorge e os restantes membros da Mesa foram exonerados "com efeitos imediatos" a 30 de abril, através da publicação em Diário da República de um despacho.
O Ministério Público e para o Tribunal de Contas já têm o relatório sobre a auditoria externa feita à Santa Casa Global.
Numa mensagem aos colaboradores da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a que a SÁBADO teve acesso, a provedora ataca o Governo que a demitiu ontem.
Fontes da SÁBADO adiantam que o ex-ministro da Solidariedade, Trabalho e da Segurança Social é o preferido do Governo para substituir a socialista Ana Jorge, hoje exonerada.