ONU insta junta na Guiné-Bissau a acabar com detenções arbitrárias e a libertar detidos
Seis opositores políticos detidos desde o golpe de Estado militar de 26 de novembro foram libertados na terça-feira. ONU diz que "é preciso fazer mais".
Seis opositores políticos detidos desde o golpe de Estado militar de 26 de novembro foram libertados na terça-feira. ONU diz que "é preciso fazer mais".
Esta manhã, um grupo de militares anunciou através da televisão pública a destituição do presidente beninense e a instauração de uma junta militar liderada pelo tenente-coronel Pascal Tigri, sob o nome de Comité Militar para a Refundação (CMR).
Em causa está o golpe de estado ocorrido a 26 de novembro de 2025.
O Conselho, em linha com a política de “tolerância zero” da UA em relação a “mudanças inconstitucionais de governo”, classificou a revolta como “um grave atentado contra a ordem democrática e constitucional”.
"Quando o Sissoco estava a fazer as maiores barbaridades da história, o Marcelo foi lá, o António Costa foi lá, foram branquear aquilo que ele estava a fazer", disse a ex-ministra guineense.
Umaro Sissoco Embaló viajou para o Senegal, após golpe de Estado.
Esteve com o líder russo, no Kremlin, e com Zelensky, em Kiev. Acusado de ofuscar a democracia, tenta reverter a imagem que o mundo tem da Guiné-Bissau: a de uma das portas de entrada da droga sul-americana no continente em direção à Europa.
A nomeação do Governo provisório ocorre poucas horas antes de uma reunião importante dos líderes do Conselho Económico dos Estados da África Ocidental para analisar a situação no Níger,.
Mohamed Bazoum, ex-presidente democraticamente eleito, foi deposto pelas mesmas pessoas que deviam proteger-lhe o cargo. Álvaro Nóbrega, autor e professor universitário, refere que estes "não são regimes estáveis".
Domingos Simões Pereira disse aos apoiantes: "Este regime vai acabar por afogar-se na porcaria criada por si mesmo."
A Liga Guineense dos Direitos Humanos reafirmou a posição, que tem defendido, de "exigir a demissão do ministro do Interior pela manifesta incapacidade de garantir a ordem, a segurança e a tranquilidade públicas, dando azo à instalação de um clima de terror e caos sem precedentes, suscetível de conduzir o país ao precipício".
Homens armados encapuçados entraram no edifício da RÁDIO CAPITAL FM em Bissau começaram a disparar.
Ruth Monteiro, ex-ministra da Justiça da Guiné-Bissau, acusa o governo de forjar o golpe de Estado para calar a dissidência interna. Perseguida na Guiné e refugiada em Portugal, diz que ainda teme pela vida.
O governo guineense diz que a ordem foi estabelecida depois do "ato bárbaro", mas a oposição acusa o presidente de eleições fraudulentas e de irregularidades.
Estado-Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau deteve "várias pessoas". Encontram-se na Fortaleza da Amura. São suspeitos de envolvimento nos tiroteios junto ao Palácio do Governo.
O chefe de Estado confirmou, mais tarde, que não havia ministros entre os feridos, apenas elementos das forças de segurança, e que os perpetradores estão desaparecidos, tendo fugido do local depois da intervenção da polícia.