Sábado – Pense por si

Parem de dizer que "a Ucrânia já perdeu a guerra"

Não, gente: a Ucrânia "não perdeu a guerra". Muito menos lhe resta apenas "aceitar as exigências de Trump e submeter-se ao poder russo". Putin achava que tomava Kiev em quatro dias ou, vá lá, quatro semanas. Quatro anos depois, aqui estamos. Mais arriscado que o avanço russo no terreno (pífio, demorada, insuficiente) é acreditar em quem ecoa a propaganda de Moscovo. É esse o desafio: manter o apoio e permitir que a heróica resistência ucraniana não esmoreça. Não é por eles: é por nós.

A lagartixa e o jacaré

Quando digo que Portugal é um País pobre...

Portugal é um país pobre no papel e importância dos baixos salários, na crise da habitação para os que não tem milhões para comprar casa, na desigualdade e exclusão social, em elites que deslumbradas pela tecnologia estão a destruir o papel fundamental da escola como elevador social, criando gerações que mal falam português, não sabem escrever e não leem.

Não tem rejeição na rua. Soma apoios entre os que gostam dele e os que detestam Ventura
Rita Rato Nunes

Na estrada com Seguro. “Nunca um apelido deu tanto jeito”

Chegou antes de Marcelo às zonas afetadas pelo temporal. No carro, telefona a autarcas, seguradoras, empresários e bombeiros. Decidiu sozinho deslocar-se ao terreno. Planeia em silêncio, mas precisa do contacto com a população. Os dias em que Seguro afinou a sensibilidade presidencial.

Por nossas mãos

Não fizemos tudo

A destruição estende-se muito para além do que algum órgão de comunicação social conseguiria retratar: estradas secundárias intransitáveis, habitações isoladas, empresas paradas, campos devastados, populações exaustas.

Um ano a acabar com os EUA

Um ano de Trump 2.0 mostrou um Presidente muito mais perigoso para a Democracia que no mandato 2017-2021. E esse mandato acabou com um ataque ao Capitólio. Agora é pior: Trump está mais instável, disruptivo, mentiroso, incompetente. Decidido a acabar com os EUA como o conhecíamos e admirávamos. E a acabar connosco, União Europeia, projeto democrático e de valores. Está mais longe da Europa e mais perto da Rússia.

Cotrim não deu qualquer sinal sobre preferências na corrida entre o iliberal André Ventura e socialista António José Seguro
Bruno Faria Lopes

Cotrim tem 900 mil votos, mas não considera "importante" dizer quem prefere ver em Belém

O candidato liberal quase conseguiu duplicar a votação face ao espaço da IL, mas não conseguiu passar à terceira volta. Cotrim não quis endossar votos, nem dar a opinião sobre em quem votará na "péssima escolha", como lhe chamou, entre Seguro e Ventura. Afastou candidatar-se à IL, cuja liderança - por Mariana Leitão - considerou estar "bem entregue".

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