Tribunal mantém pena de 25 anos para homicida do Centro Ismaili e recusa inimputabilidade
Homem confessou ter matado, em 2023, duas mulheres no Centro Ismaili, em Lisboa.
Homem confessou ter matado, em 2023, duas mulheres no Centro Ismaili, em Lisboa.
Abdul Bashir foi condenado a 2 de junho pelo Tribunal Central Criminal de Lisboa à pena máxima de 25 anos de prisão.
Advogado alega que o tribunal tinha de ter alterado previamente a acusação para considerar o arguido imputável.
O crime remonta a 28 de março de 2023 e as vítimas foram duas mulheres, de 24 e 49 anos.
Na primeira sessão do julgamento, em 05 de dezembro de 2024, o arguido alegou que agiu em legítima defesa e que existia uma conspiração para o matar, o que não é sustentado por qualquer indício no processo.
Ministério Público pediu um internamento mínimo de três anos.
Na primeira sessão do julgamento, em 5 de dezembro de 2024, Abdul Bashir alegou que agiu em legítima defesa e que existia uma conspiração para o matar, o que não é sustentado por qualquer indício no processo.
Abdul Bashir, que está esta quinta-feira a ser julgado, disse que agiu após uma das mulheres o ter esfaqueado.
O acusado foi beneficiário do estatuto de proteção internacional enquanto refugiado, e, de acordo com informação do MP, ficou, após os crimes, a cumprir a medida de coação de internamento preventivo no hospital psiquiátrico prisional de Caxias por sofrer de doença mental.
Antes de matar duas funcionárias do Centro Ismaili, Abdul Bashir enviou emails a Zahra Aga Khan a declarar o seu amor e a revelar-lhe que andava com facas – os últimos não chegaram ao destino porque o endereço de correio eletrónico fora bloqueado. O afegão é ainda procurado por matar a mulher na Grécia.
Abdul Bashir foi levado para a prisão de Caxias.
Os programas de acolhimento variam segundo as entidades que recebem os refugiados, mas o objetivo é alcançar a autonomia em 18 meses. Cristina Santinho, antropóloga que estuda o assunto há 20 anos, diz que aquilo que estes migrantes encontram em Portugal "não é suficiente".
Crianças continuam a frequentar o centro e a escola. Comunidade ofereceu-se para acolher os menores "em famílias", mas a decisão final só será tomada "mais tarde".
Luís Neves, diretor da PJ, esclareceu em conferência de imprensa que o crime de terrorismo está afastado.