O que vai parar com a greve geral de 3 de junho?
A greve geral convocada pela CGTP encontrou adesão em vários setores, da saúde e educação aos transportes. Está marcada para o início do próximo mês.
A greve geral convocada pela CGTP encontrou adesão em vários setores, da saúde e educação aos transportes. Está marcada para o início do próximo mês.
Os enfermeiros rejeitam as “propostas inseridas no pacote laboral apresentadas pelo Governo e pedem a revogação das ‘normas gravosas’ do código do trabalho”.
O 'Observador' fala ainda em "situações de assédio moral, ameaças, injúrias, retirada de competências, intimidação, humilhação pública, violação de direitos ou coerção".
Coincidindo com o Dia Internacional do Enfermeiro, a greve pretende reivindicar, entre outras medidas, a contratação de mais profissionais, o fim dos contratos precários e o pagamento dos retroativos entre 2018 e 2021 referentes à progressão na carreira.
Paralisação decorre entre hoje e terça-feira. Por volta das 10h00, o presidente do STTS, Mário Rui disse que a greve estava com uma adesão de 60%.
Para esta segunda-feira está ainda prevista uma manifestação em Lisboa. Sindicato exige a "contratação urgente" de pessoal para terminar com o "abuso dos turnos suplementares e cargas horárias de 14 e 16 horas de serviço contínuo".
Com esta greve, o sindicato reivindica a contratação de mais enfermeiros para os setores público e privado e para as instituições particulares de solidariedade social (IPS), assim como a resolução dos vínculos precários.
Faltam na região do Algarve 1.500 enfermeiros generalistas e cerca de 500 enfermeiros especialistas.
A menos de um mês da data prevista para a greve geral, dezenas de sindicatos já anunciaram a sua vontade de se juntar ao protesto.
"Ouvi pelas notícias que iria haver da parte de dois sindicatos, um dos médicos e outro de enfermeiros, adesão à greve e nós naturalmente faremos aquilo que está previsto também na lei", ou seja, "garantir os serviços mínimos", afirmou a ministra da Saúde.
Para o sindicato, a proposta "impõe o banco de horas e a adaptabilidade e deixa de considerar como tempo efetivo de trabalho o tempo previsto para a transmissão de informação dos doentes internados".
Sindicatos elencam falta de investimento no Sistema Nacional de Saúde como principal problema, e acusam Governo de "falta de vontade política" para com o setor público.
A greve está marcada para entre as 00:00 e as 24:00 de hoje e abrange todos os profissionais da saúde que trabalham no SNS na região.
A falta de enfermeiros no instituto que coordena a emergência pré-hospitalar tem levado a um elevado volume de trabalho extraordinário, refere o sindicato.
Greve abrange enfermeiros que exercem funções nos cuidados de saúde primários das ULS de Santa Maria, São José, Lisboa Ocidental, Loures-Odivelas, Estuário do Tejo, Amadora/Sintra e no Agrupamento de Centros de Saúde Oeste Sul da ULS do Oeste.
"O mais importante é abrir em segurança", sustenta a autarquia. Faltam licenciamentos e contratar médicos e enfermeiros - o próximo grande desafio.