Sindicato dos Registos e Notariado faz "balanço muito positivo" da greve e admite novas paralisações
Greve teve uma adesão de 80% no continente e 90% nas regiões autónomas. Sindicato aguarda agora uma reação do Governo e admite novas paralisações.
Greve teve uma adesão de 80% no continente e 90% nas regiões autónomas. Sindicato aguarda agora uma reação do Governo e admite novas paralisações.
Serviços mínimos aplicam-se apenas a casos urgentes.
"Há pessoas que estão assustadas com as medidas do governo, já vivem cá há mais de cinco anos e agora querem pedir a sua nacionalidade, como é seu direito", explicou sindicato dos notários.
Para o período de verão o sindicato prevê que as férias dos funcionários sejam um fator de agravamento das pendências.
Relatórios com mais de 10 anos, do Instituto dos Registos e do Notariado, já alertavam para a falta de condições de trabalho em vários conservatórias. Falta de condições de trabalho leva agora a duas ações judiciais contra o Estado.
"O STRN lamenta que a Ministra da Justiça e o secretário de Estado da Justiça não tenham efetuado as reformas importantes de que este setor e os cidadãos tanto necessitam", refere o sindicato.
Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e do Notariado entregou aos partidos documento onde denuncia "uma situação caótica com graves problemas estruturais" que o setor atravessa com a falta de 249 conservadores e 1.522 oficiais de registos.
Fonte judicial relata que os profissionais que trabalham nos tribunais "não conseguem aceder aos 'emails', aos ofícios ou fazer qualquer comunicação por via eletrónica".
Funcionários do Instituto dos Registos e do Notariado queixam-se de diferenças salariais que dizem chegar aos 4 mil euros e temem privatização do serviço público.
"Intermináveis filas de espera" de cidadãos na Conservatória dos Registos Centrais em Lisboa devem-se às alterações feitas na lei da nacionalidade.
STRN desconvocou paralisação marcada para os dias 19 a 24 de agosto mas ameaça que haverá greve "nos próximos dias" caso não haja vontade de negociar por parte do Governo.
Os trabalhadores dos registos e notariado decidiram hoje "dar um sinal de boa fé, um passo em frente", afirmou presidente do STRN.
Presidente do sindicato nota que "já se sentem atrasos nas conservatórias", razão pela qual acredita que "a greve vai causar impedimentos e constrangimentos futuros".
Funcionários protestam estatuto remuneratório, alegando que reduz salários e os "legítimos direitos e as verdadeiras expectativas de quem se encontra nestas carreiras".
O STRN marcou para hoje uma concentração no Terreiro do Paço, seguida de marcha para o Ministério das Finanças, no mesmo dia em que os profissionais cumprem um dia de greve.
A SÁBADO esteve duas madrugadas nas filas das Laranjeiras e Odivelas, em Lisboa, e encontrou desespero. O Governo culpa a "opção sistemática dos cidadãos pela procura dos mesmos locais no mesmo período."