Irão: como o labirinto persa chegou ao ponto de rutura
Uma capital de nove milhões sem água, uma economia a afundar-se, uma oposição sem programa ou união, um país a esvair-se em protestos sem solução clara à vista.
Uma capital de nove milhões sem água, uma economia a afundar-se, uma oposição sem programa ou união, um país a esvair-se em protestos sem solução clara à vista.
Massoud Pezeshkian é um dos seis candidatos presidenciais aprovados pelo comité dos clérigos e parece ter despertado a atenção dos iranianos descrentes no regime. Os resultados das eleições só serão conhecidos no domingo.
Procurador temido, defensor da ordem e da religião, ganhou o apelido de Carniceiro de Teerão, foi presidente do Irão durante três anos e morreu no passado domingo num acidente de helicóptero.
Ultraconservador iraniano intensificou a repressão contra os críticos do regime. A morte de Mahsa Amini levou às maiores manifestações dos últimos anos e na sequência da repressão mais de 500 manifestantes terão sido mortos pelas forças de segurança.
Até onde o povo iraniano está disposto a carregar a sua revolução? Será que já intuíram o real preço a pagar em nome da liberdade, contra uma teocracia clérigo-militar sedenta de poder, vingança e sangue?
O todo-poderoso grupo de 12 controla o acesso ao sistema eleitoral iraniano. Mas a verdadeira mão que manobra nas sombras é, como habitualmente, a do Ayatollah Khamenei. E há eleições a 18 de junho.
Hassan Rouhani baseou-se num estudo do Ministério da Saúde iraniano para avançar com o elevado número, sem precedentes.
Rouhani criticou os "inimigos" que "difundem estatísticas falsas e mentiras" referindo-se a números, como os que foram divulgados pelo serviço em língua persa da BBC, que noticiou serem 210 o número de mortos no Irão vítimas do surto de Covid 19.
"Penso que os americanos não irão procurar a guerra. Eles sabem o mal que isso lhes provocaria", explicou o líder iraniano. Trump é candidato às eleições de novembro.
Presidente iraniano assegurou ainda que Teerão "trabalha diariamente para impedir a guerra" e defendeu que o diálogo entre o Irão "e o mundo" é difícil, mas não é impossível.
Rouhani disse, num discurso televisivo, que para o "povo é muito importante que quem quer se seja responsável por um ato de negligência seja levado perante a justiça”.
O avião de passageiros, onde seguiam 176 pessoas, foi atingido por um míssil iraniano. Presidente iraniano diz que governo se deve responsabilizar.
Promessa foi feita durante uma conversa telefónica entre o líder iraniano e o homólogo Volodymyr Zelenskiy.
Pelo menos um dos Katyusha caiu a cerca de 100 metros da embaixada norte-americana. Segundo forças de segurança revelaram à Reuters, as explosões provocaram um incêndio.
Hassan Rouhani reagiu ao discurso de Trump dizendo que os EUA não podem ver Teerão como responsável pelos problemas do mundo.
"Mesmo que apenas o mais fraco desses [13] cenários reúna consenso, a sua implementação pode ser um pesadelo histórico para os americanos", disse chefe do conselho da segurança nacional do Irão, Ali Shamkhani.