Irão: Detido guionista Mehdi Mahmoudian, nomeado para Óscar em Hollywood
As autoridades iranianas ainda não confirmaram a detenção nem forneceram pormenores sobre as acusações contra os detidos.
As autoridades iranianas ainda não confirmaram a detenção nem forneceram pormenores sobre as acusações contra os detidos.
Criada após a Revolução Islâmica de 1979, a Guarda Revolucionária tornou-se um dos principais pilares do regime iraniano, respondendo diretamente ao líder supremo, o ayatollah Ali Khamenei. A União Europeia decidiu agora sancionar a força pelo seu papel na repressão interna, classificando-a como organização terrorista.
Trump está a pressionar o Irão a assinar um acordo com os EUA para travar as suas aspirações nucleares ou enfrentar uma intervenção militar. A perspetiva de um conflito e possíveis disrupções no abastecimento de crude estão a levar os preços do petróleo a dispararem.
“Um ataque contra o líder supremo do nosso país equivale a uma guerra total contra a nação iraniana”, disse Massoud Pezeshkian.
A comunidade iraniana em Portugal teme um agravamento da violência.
As cotações do "ouro negro" estão a recuar 3,3%, isto depois de os EUA terem sinalizado que vão adiar uma ação militar em Teerão.
Uma capital de nove milhões sem água, uma economia a afundar-se, uma oposição sem programa ou união, um país a esvair-se em protestos sem solução clara à vista.
A repressão das novas manifestações tem sido severa, e as autoridades restringiram o acesso à Internet em todo o país.
“O povo do Irão deve saber que lidaremos com eles da forma mais severa e puniremos aqueles que forem detidos", disse o presidente do parlamento do Irão.
As comunicações continuam em baixo no Irão por decisão governamental e números podem estar desfasados dos reais.
Os protestos em quase todo o país começaram em 28 de dezembro, inicialmente contra o custo de vida e a inflação galopante, num país sujeito a sanções económicas dos Estados Unidos e da ONU, mas têm vindo a intensificar-se e transformaram-se numa contestação política contra o regime.
Com a internet em baixo e as linhas telefónicas cortadas, acompanhar as manifestações a partir do estrangeiro tornou-se difícil.
Farian Sabahi, italo-iraniana especialista em história contemporânea, tem dúvidas sobre os resultados de "protestos que não têm um líder nem uma organização”.
Há ainda registos de centenas de feridos e mais de dois mil detidos
O país está sem acesso à Internet.