Um morto era candidato no PS-Guarda

Vítor Matos 04 de março de 2016

O militante morreu dia 14 de Fevereiro e o caso foi denunciado. Mesmo assim, apareceu como delegado. Eduardo Brito, candidato a líder da distrital, desistiu da corrida devido às suspeitas de irregularidades

As eleições para a federação do PS no distrito da Guarda estão mais uma vez envolvidas em polémicas e suspeitas de chapeladas. Depois de anos sucessivos de acusações sobre alegadas fraudes eleitorais, viciação de cadernos e votações com números impossíveis de militantes, esta sexta-feira rebentaram mais dois escândalos no PS beirão: havia um morto como candidato a delegado ao congresso distrital, nas listas que apoiavam António Saraiva, o sucessor na linha de José Albano Marques, ex-deputado e anterior presidente da Federação (que era acusado de ser responsável pelas manipulações anteriores); Eduardo Brito, ex-presidente da câmara de Seia, que encabeçava a candidatura rival à tendência "Zé Albano", desistiu hoje da corrida eleitoral.

 

O caso do morto nas listas chegou a ser denunciado à Comissão Federativa de Jurisdição e à Comissão Organizadora do Congresso (COC) federativo, a tempo de o nome ser retirado, sabe a SÁBADO, mas não obteve qualquer provimento. António da Costa Simões, um ilustre militante socialista de Gouveia, com o cartão nº 30034,  faleceu no dia 14 de Fevereiro. Mesmo assim, constava como candidato a delegado ao congresso distrital, nas lista afecta a António Saraiva, apesar de a entrega dos nomes ter sido posterior à sua morte. Mais. Segundo a SÁBADO apurou, o próprio candidato António Saraiva esteve no funeral do seu camarada. Esta sexta-feira deu entrada na COC um pedido de impugnação das eleições por este motivo.

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