Mulher diz ter sido espancada pela PSP. Polícia nega

Mulher diz ter sido espancada pela PSP. Polícia nega
SÁBADO 21 de janeiro de 2020

As versões diferem na intensidade da força utilizada pelos agentes no momento da detenção. SOS Racismo diz já estar a acompanhar o caso.

Cláudia Simões e a filha Vitória entraram no autocarro 163 na paragem junto ao centro comercial Babilónia, na Amadora, por volta das nove da noite, no passado domingo. Como explicou a mulher de 42 anos ao jornal Contacto, Vitória tinha-se esquecido do passe no casaco do dia anterior, mas entraram as duas na carreira, com Cláudia a avisar o motorista que a criança tinha o passe e que o pai estava à sua espera na paragem de destino, com o documento para que ele pudesse confirmar.

Cláudia afirma que daí para a frente o motorista foi agressivo, tendo até dito que "vocês, pretos, macacos, ficam aqui a encher o nosso país. Estamos fartos de vocês. Vão embora para a vossa terra." Já quando chegaram ao destino, este terá saído do autocarro para chamar um polícia que estava por perto.

O que se passou a partir daí foi registado por muitos em vídeo e fotografia e partilhado nas redes sociais. O agente da PSP exigiu a identificação a Cláudia e disse-lhe que tinha de ir para a esquadra consigo. Terá sido aí que a violência escalou. "Ele agarrou-me, fez um mata-leão e caiu comigo de costas", apontou a mulher ao jornal, afirmando que a sua filha assistiu a tudo.

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