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Marcha lenta em Paredes e buzinão em Lisboa: O que reivindicam os condutores em protesto nas estradas?

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Condutores e empresários exigem medidas concretas face ao aumento do preço dos combustíveis.

A manhã desta sexta-feira está a ser marcada por duas manifestações nas estradas portuguesas contra os sucessivos aumentos do preço dos combustíveis. Em Paredes, no distrito do Porto, um conjunto de cerca de 100 camiões segue em marcha lenta pela A42 e, na Ponte 25 de Abril, em Lisboa, ouve-se um buzinão. A norte, os manifestantes representam o setor das terraplanagens - particularmente afetado pela subida dos preços - e na capital o protesto é organizado pela Associação Utentes da Ponte 25 de Abril. Exigem ao Governo medidas concretas para dar apoio aos custos elevados.  

Cerca de 100 camiões iniciaram marcha lenta em Paredes contra o aumento do preço dos combustíveis
Cerca de 100 camiões iniciaram marcha lenta em Paredes contra o aumento do preço dos combustíveis
Cerca de 100 camiões iniciaram marcha lenta em Paredes contra o aumento do preço dos combustíveis
Ouve-se um buzinão na Ponte 25 de Abril, em Lisboa, contra o aumento do preço dos combustíveis
Ouve-se um buzinão na Ponte 25 de Abril, em Lisboa, contra o aumento do preço dos combustíveis
Ouve-se um buzinão na Ponte 25 de Abril, em Lisboa, contra o aumento do preço dos combustíveis
Cerca de 100 camiões iniciaram marcha lenta em Paredes contra o aumento do preço dos combustíveis
Cerca de 100 camiões iniciaram marcha lenta em Paredes contra o aumento do preço dos combustíveis
Cerca de 100 camiões iniciaram marcha lenta em Paredes contra o aumento do preço dos combustíveis
Ouve-se um buzinão na Ponte 25 de Abril, em Lisboa, contra o aumento do preço dos combustíveis
Ouve-se um buzinão na Ponte 25 de Abril, em Lisboa, contra o aumento do preço dos combustíveis
Ouve-se um buzinão na Ponte 25 de Abril, em Lisboa, contra o aumento do preço dos combustíveis

Pelas 7h40, mais de uma centena de camiões partiu de Paredes, em direção à A41, no sentido norte-sul, até Coimbra Sul, onde a marcha terminará. O representante da iniciativa, Miguel Machado Mendes, disse à Lusa que são esperados cerca de meio milhar de veículos pesados, que juntar-se-ão ao longo do percurso.  

O protesto reúne empresas ligadas à extração de inertes, transportes, movimentação de terras e outras do ramo das terraplanagens. Este subsetor da construção civil sente-se "muito exposto e vulnerável ao aumento do custo das energias", nomeadamente do gasóleo, sendo este "um custo de produção que significa quase 70% do preço final" que as empresas apresentam aos clientes. 

"Desde 27 de fevereiro deste ano, o preço do gasóleo em Portugal passou de 1,59 euros para 2,22 euros por litro, um aumento de 63 cêntimos por litro", concretizam numa nota de imprensa os promotores da iniciativa, admitindo que esta "subida histórica" está a levar a um "cenário insustentável". 

"Recebemos contacto do gabinete do ministro das Infraestruturas e Habitação [Miguel Pinto Luz], no dia de ontem [quinta-feira], dando nota de que está atento às nossas reivindicações e na sequência da qual foi marcada uma reunião, para a próxima segunda-feira, em Lisboa", disse Miguel Machado Mendes. 

Já em Lisboa, o som das buzinas começou a ouvir-se pelas 8h00. Em declarações à Lusa, o representante da associação que tomou a iniciativa, Aristides Teixeira, adiantou que exigem a demissão da ministra do Ambiente, Maria Graça Carvalho, o regresso do teletrabalho, a suspensão do pagamento nas portagens bem como do IVA e ISP sobre os combustíveis.  

“Este buzinão é uma forma de manifestar a nossa indignação, reprovação, em relação a este recente fenómeno de uma minitra que quando finalmente sai do casulo é para proferir pareceres que são provocatórios e de uma falta de respeito por quem trabalha, estuda e tem de recorrer ao veiculo particular para se deslocar porque não têm alternativa com transportes públicos”, disse Aristides Teixeira. 

Na próxima semana, o preço dos combustíveis deverá baixar, segundo a . O valor do gasóleo por litro deverá cair seis cêntimos e o da gasolina dois cêntimos. Esta sexta-feira, o preço médio do litro do gasóleo custa 2,221 euros, enquanto o preço médio da gasolina totaliza 2,115 euros, de acordo com a Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG). 

Com Lusa

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