Jaime Nogueira Pinto: "Sempre fui mais pirata que empresário"

Jaime Nogueira Pinto: 'Sempre fui mais pirata que empresário'
Sara Capelo 15 de dezembro de 2017

Foi um "liberal progressista", tornou-se num dos últimos soldados voluntários do Império, foi actor na propaganda da UNITA e fugiu à boleia com Zezinha

Aos 8 anos, enquanto nas aventuras de miúdo descobria África em livros e mapas escondidos no sótão de um amigo, o pai dava-lhe textos de adulto para ler. África e os livros (tem mais de 14 mil) marcaram a vida do professor universitário e empresário que só em 2011 se atreveu a escrever ficção para ultrapassar a doença e a morte da mulher, a deputada e antiga provedora da Santa Casa da Misericórdia, Maria José Nogueira Pinto. Agora regressou à análise da actualidade em Bárbaros e Iluminados – Populismo e Utopia do Século XXI, que será lançado dia 18, na Câmara do Comércio e Indústria Portuguesa. O lançamento será em formato de entrevista feita a Jaime Nogueira Pinto pelos jornalistas Vítor Gonçalves e Joana Petiz.
  


Na entrevista de vida à SÁBADO, publicada na edição de 14 de Dezembro, Jaime Nogueira Pinto relata a alteração radical no seu pensamento aos 15 anos: passou de "liberal progressista" que achava velho o Estado Novo para ser um dos últimos (se é que houve mais) soldados voluntários do Império. Conta também como foi actor na propaganda da UNITA, por que advogou por Salazar na TV e como fugiu da tropa em Angola à boleia com Maria José – de socas – para passarem meses num campo de concentração na África do Sul.


"Nunca na minha vida tive nenhum incómodo pelas ideias que tenho"

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