Ainda há custos por conhecer na CGD

Exclusivo SÁBADO: Ainda há custos por conhecer na CGD
Maria Henrique Espada 05 de janeiro de 2017

Os dois únicos administradores da CGD em plenas funções não continuam, mas deverão cobrar a saída. As Finanças não dizem o preço. E a CGD nem revela se lhes pagou a formação obrigatória

Os dois únicos administradores em plenitude de funções na CGD são Tiago Ravara Marques e Pedro Leitão. Problema: não vão transitar para a equipa de Paulo Macedo, mas não não renunciaram a funções na anterior, liderada por António Domingues, o que quer dizer que para serem dispensados terão direito a exigir indemnizações. De que valores? Há negociações com a tutela? O ministério das Finanças não respondeu a estas questões, colocadas pela SÁBADO. Na CGD, a convicção prevalecente é a de que não teriam aceitado ficar até que a equipa de Paulo Macedo possa entrar em funções (falta o ok do BCE) sem que tenha havido uma negociação nesse sentido. Contemplando uma indemnização, ou até, eventualmente, outra forma de compensação – há mesmo quem admita um cenário em que ficariam na instituição, com outro tipo de funções. É essa a questão que as Finanças não esclarece: o custo da actual situação, decorrente do desfazer da administração de Domingues. Em termos de possíveis indemnizações, os dois gestores terão direito, cada um, a receber o salário da totalidade do mandato, até 2019, um valor que se rondaria pelo menos os 700 mil euros.

Caso não tenha existido uma negociação prévia, os dois administradores tornaram-se ainda, a partir de 1 de Janeiro, teoricamente mais difíceis de despedir. Ficam agora em funções ao abrigo do estatuto do gestor público que determina que só podem ser despedidos em caso de "violação grave (...) da lei ou estatutos da empresa" ou das regras de incompatibilidades e impedimentos. 

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