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ACP recolheu 20 mil assinaturas de lisboetas para levar trotinetes a referendo municipal

O número de subscrições alcançado reflete, segundo o ACP, "a mobilização dos lisboetas em torno de um tema que tem impacto na mobilidade, segurança, acessibilidade e utilização do espaço público da cidade".

O Automóvel Clube de Portugal (ACP) anunciou esta quarta-feira que recolheu cerca de 20 mil assinaturas de cidadãos recenseados em Lisboa para a realização de um referendo municipal sobre a continuidade do sistema de trotinetes elétricas partilhadas na cidade.

Tema das trotinetes vai ser agora discutido na Assembleia Municipal de Lisboa
Tema das trotinetes vai ser agora discutido na Assembleia Municipal de Lisboa DIREITOS RESERVADOS

A iniciativa, que necessitava apenas de cinco mil assinaturas válidas, vai ser agora apresentada formalmente à Assembleia Municipal de Lisboa (AML), dando início ao processo previsto para a realização de um referendo municipal, acrescentou o ACP, num comunicado.

A recolha de assinaturas arrancou no início de agosto junto dos sócios do ACP e foi posteriormente alargada às ruas da cidade, com pontos de recolha em diferentes locais de Lisboa.

Segundo o ACP, o número de subscrições alcançado reflete "a mobilização dos lisboetas em torno de um tema que tem impacto na mobilidade, segurança, acessibilidade e utilização do espaço público da cidade".

"Com esta iniciativa, o clube pretende promover o debate sobre o modelo de mobilidade urbana da cidade e garantir que uma decisão com impacto direto na vida de milhares de pessoas seja tomada pelos próprios cidadãos", destacou o ACP em comunicado.

Depois de apresentada à Assembleia Municipal e de "uma primeira verificação dos requisitos legais" pelo presidente da AML, a iniciativa será analisada, no prazo de 15 dias, por uma comissão desta Assembleia, que apresentará um relatório.

A proposta segue depois para votação em plenário da Assembleia Municipal, a quem cabe decidir se o referendo se realiza, e, caso seja aprovada, a deliberação será posteriormente enviada ao Tribunal Constitucional, que verifica a sua constitucionalidade e legalidade.

Só depois destes passos, e caso seja obtida uma decisão favorável, os lisboetas poderão ser chamados a pronunciar-se num referendo municipal sobre a continuidade das cerca de seis mil trotinetes elétricas partilhadas que existem na cidade.

"O clube tem alertado para os desafios que esta realidade coloca em matéria de segurança rodoviária e dos peões, acessibilidade, ocupação dos passeios e de outros espaços públicos e fiscalização, considerando que o tema ultrapassa a mobilidade e entra também no domínio da gestão urbana e da qualidade de vida", sustentou o ACP.

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