Há ainda centenas de alunos que continuam sem colocação numa escola pública no início deste ano letivo.
Os serviços do Ministério da Educação estão a equacionar abrir novas turmas, reorganizar o espaço escolar ou aumentar o número de alunos por turma para garantir que nenhum estudante fica sem vaga, disse à Lusa a tutela.
Alunos aprendem em sala de aula, enquanto centenas aguardam colocaçãoJosé Gageiro
Perante as centenas de alunos que no início deste ano letivo continuavam sem colocação numa escola pública, os serviços estão a ponderar "soluções administrativas" para resolver o problema, segundo uma resposta enviada para a Lusa.
Segundo o Ministério da Educação, está em curso um processo de identificação de vagas disponíveis, estando a ser "equacionadas as habituais soluções administrativas, como a constituição de novas turmas, a integração de alunos em regime de supranumerário e a reorganização de espaços escolares, sempre que necessário e em conformidade com a lei".
A recém-criada Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE), que passou a integrar os serviços da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGeStE) está a trabalhar com os diretores das escolas e os municípios "para identificar, com a maior celeridade possível, soluções que permitam responder às situações ainda pendentes", acrescenta a tutela, garantindo que "nenhum aluno em escolaridade obrigatória ficará sem colocação".
Nas últimas semanas várias famílias e professores queixaram-se à agência Lusa de falhas de funcionamento da AGSE, que não responde aos email nem telefonemas e alertando para a existência de alunos sem escola.
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) assegurou que a AGSE "tem realizado um acompanhamento permanente e diário das situações de alunos que ainda carecem de colocação".
Esse trabalho, acrescentou o MECI em comunicado, tem permitido "identificar constrangimentos e acompanhar a concretização das soluções adotadas".
Sobre a anunciada reunião marcada para hoje entre os diretores e os serviços da AGSE, a tutela garante não se tratar de uma "reunião de emergência", mas sim "de uma reunião que se integra nos trabalhos em curso de preparação do ano letivo".
O ministério disse que a AGSE tem "vindo a promover reuniões de trabalho regulares, contactos telefónicos e por correio eletrónico com municípios e diretores de Agrupamentos de Escolas (AE) e Escolas não Agrupadas (EnA), e a promover reuniões presenciais, com diretores e representantes dos municípios, nos concelhos com maior número de casos sinalizados".
Na semana passada, um grupo de pais revelou que iria avançar com uma ação contra o MECI, porque as aulas estavam a começar e os seus filhos continuavam sem escola atribuída, apesar de terem tratado do processo dentro do prazo.
Abrir novas turmas ou aumentar alunos por sala poderá ser a solução para falta de vagas
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