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Urgências dos privados com aumento de 20% na procura entre Natal e Ano Novo

07 de janeiro de 2026 às 14:45

O presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada afirmou que é “um acréscimo muito significativo” da atividade, mas ressalvou não ser “algo inédito, nem inesperado”.

As urgências dos hospitais privados registaram, entre o Natal e o Ano Novo, um aumento médio de 20% na procura face ao período homólogo, devido ao tempo frio e ao aumento da oferta, segundo a associação do setor.
DR
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), Óscar Gaspar, afirmou que é “um acréscimo muito significativo” da atividade, mas ressalvou não ser “algo inédito, nem inesperado”. “Sabemos que entre finais de dezembro e o mês de janeiro costuma haver um pico bastante significativo de idas às urgências, o que é reforçado quando temos invernos mais frios e chuvosos e, portanto, com uma maior incidência de problemas respiratórios”, afirmou o responsável. Segundo o presidente da APHP, o aumento, em termos médios, de 20% da procura dos serviços de urgência, entre 22 e 31 de dezembro, deve-se em primeiro lugar a um inverno com baixas temperaturas, mas também à expansão da rede de hospitais privados. “A primeira causa clara tem a ver com o inverno e com as baixas temperaturas e, portanto, há um maior recurso às urgências, seja do lado do público, seja do lado do privado”, comentou. No caso da hospitalização privada, a atividade “tem crescido de forma bastante substancial” nos últimos anos: “Temos mais hospitais (…) e em mais sítios do país, de norte a sul, e na região autónoma da Madeira e dos Açores. Portanto, é natural que tenhamos hoje bastante mais pessoas do que aquelas que tínhamos, há cinco ou 10 anos”, vincou. Óscar Gaspar aproveitou para reforçar a importância da informação aos utentes sobre os tempos de espera nos serviços de urgência privados, seja para adultos ou pediatria, informando que estão disponíveis nos ‘sites’ dos diversos hospitais. Seguindo a recomendação do Ministério da Saúde, o presidente da associação apelou à população para que se informe dos tempos de espera antes de recorrer às urgências, embora frisando “não são dramáticos”. “Na maior parte dos hospitais e das zonas do país, o tempo de espera é entre uma e uma hora e meia, no caso dos adultos, bastante menos na pediatria”, mas de qualquer é importante ter essa consciencialização, sublinhou. Sobre outros serviços privados, como médicos ao domicílio, Óscar Gaspar disse não ter dados sobre a procura, mas a perceção é que tem havido “um crescimento significativo”.
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