Tudo o que se sabe sobre o militante do PS que terá atirado um cocktail molotov contra a Marcha pela Vida
O suspeito foi detido esta terça-feira pela Polícia Judiciária. PS suspendeu militante e pode mesmo vir a expulsá-lo.
É um homem de 39 anos, militante do Partido Socialista e tinha sido professor na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, avançou o jornal Público. O homem é suspeito de ter arremessado um cocktail molotov contra os manifestantes da Marcha pela Vida, que ocorreu no passado dia 21 de março, onde estavam famílias com crianças e bebés.
Em Belas-Artes, o professor e designer foi contratado para a posição de assistente convidado naquela faculdade em 2023 e teve o seu contrato renovado em 2024. O departamento de Design de Comunicação da faculdade apoiou a sua contratação pela “experiência profissional nacional e internacional” bem como pelos “prémios e distinções que ganhou”, escreve o jornal.
O Expresso adianta ainda que o homem não tem antecedentes de violência nem cadastro criminal e que tem um “estilo de vida considerado confortável”. No entanto, o semanário acrescenta que a Polícia Judiciária encontrou em casa do suspeito diversos materiais de propaganda, como panfletos e livros, “de ideários extremistas”, que a PJ confirmou em comunicado: “Foram apreendidos diversos elementos denunciadores de um móbil ideológico”.
O suspeito terá estado numa manifestação pela habitação antes de se ter dirigido à marcha que se manifestava contra o aborto e a eutanásia.
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, já tomou posição e pediu a instauração de um processo disciplinar ao militante, remetido à Comissão Nacional de Jurisdição, que pode resultar na sua expulsão do partido. Para já, o suspeito foi suspenso: “A confirmarem-se os factos poderá ser aplicada a expulsão do militante”, disse o PS em comunicado.
O homem foi detido junto à Assembleia da República no próprio dia 21 de março pela Polícia de Segurança Pública (PSP) por posse de arma proibida, mas acabou por ser libertado dois dias depois, ficando obrigado a apresentar-se diariamente junto à PSP e proibido de ir até ao local do incidente.
Na terça-feira foi detido novamente pela Polícia Judiciária pela "tentativa de práticas de crimes de infrações terroristas, incêndio, explosão e outras condutas especialmente perigosas e de ofensas à integridade física grave".
O suspeito foi ouvido na quarta-feira por um juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal , que decidiu colocar o suspeito em prisão preventiva enquanto aguarda o desenrolar do processo, avançou a Lusa.
Com Diogo Barreto
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