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PSD/Congresso: Maria Luís Albuquerque vai liderar Conselho Nacional e Bolieiro Mesa do Congresso

Lusa 20 de junho de 2026 às 20:59

Luís Montenegro anunciou os principais nomes para os órgãos nacionais perante o 43.º Congresso do PSD, que se reúne até domingo no Velódromo de Sangalhos, em Anadia (Aveiro).

A ex-ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque vai encabeçar a lista da direção para o Conselho Nacional e José Manuel Bolieiro substituirá Miguel Albuquerque na presidência da Mesa do Congresso.

Maria Luís Albuquerque vai liderar Conselho Nacional do PSD Lusa

Luís Montenegro anunciou os principais nomes para os órgãos nacionais perante o 43.º Congresso do PSD, que se reúne até domingo no Velódromo de Sangalhos, em Anadia (Aveiro).

Miguel Albuquerque anunciou, minutos antes, que tinha tomado a decisão pessoal de não se recandidatar à presidência da Mesa do Congresso, cargo que ocupa desde que Luís Montenegro é líder do PSD, em 2022.

Para a lista ao Conselho Nacional do PSD da direção, órgão máximo do partido entre Congressos, Montenegro anunciou para os primeiros lugares a vice-presidente do Parlamento Teresa Morais, os antigos governantes Luís Campos Ferreira e Pedro Reis, bem como Sofia Ribeiro e Fernando Angleu.

Irá presidir ao Conselho de Jurisdição Nacional o ministro da Reforma do Estado Gonçalo Matias -- órgão até agora liderado por Ana Paula Martins -, passando a ministra da saúde a liderar a Comissão Nacional de Auditoria Financeira.

Para a Mesa do Congresso, Montenegro anunciou como vice-presidente a antiga deputada Rubina Leal e deixou palavras de agradecimento a Miguel Albuquerque, agradecendo-lhe a "forma exigente e peculiar" como motiva o partido e conduz os trabalhos.

"Nós de facto devemos-lhe uma palavra de reconhecimento, de gratidão pelo serviço que cumpriu como Presidente da Mesa do Congresso, eu particularmente por este caminho comum que há vários anos", disse.

Antes, Miguel Albuquerque assegurou que a decisão de não se recandidatar era pessoal e nada tem a ver com "qualquer atrito com a direção do partido".

"Eu gosto de ser claro e ainda sou um político à antiga que digo o que tenho de dizer e não medo de partir ovos", afirmou.

O líder regional do PSD/Madeira quis deixar claro que não tem qualquer mal-entendido com o primeiro-ministro.

"Tivemos hoje uma conversa franca, vamos continuar a trabalhar para bem da região autónoma da Madeira e para bem do país, vamos continuar hoje a puxar pela carroça, transformando a carroça num Ferrari de primeira categoria", ironizou.

Albuquerque quis ainda deixar uma mensagem ao partido.

"É importante acabar com essa história de que se tem que falar com medo de dizer aquilo que se pensa. Nós nascemos num tempo de combate político, este partido não foi fundado sobre consensos nem beijinhos na boca. Nós temos que lutar por aquilo que acreditamos, não temos que ter medo de enfrentar a oposição e temos que fazer frente à oposição", disse.

O presidente do Governo Regional da Madeira ironizou que "quem quer ser amado todos os dias compra um cão e quem quer ir para a luta política tem que ter pele grossa e um comprido e inquisitivo nariz, que são as características de um elefante".

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