PSD/Congresso: IL contra fundo soberano do Estado para empresas e insiste na reforma laboral
"Perante uma reforma que falhe por causa da esquerda e do Chega, a IL irá apresentar medidas que melhorem a vida dos portugueses", disse deputado liberal.
A IL pediu hoje ao PSD para insistir na revisão da legislação laboral, não recuando perante "forças de bloqueio" da esquerda e Chega, e manifestou oposição à criação de um fundo soberano do Estado para setores estratégicos.
Mário Amorim Lopes falava aos jornalistas no fim do Congresso Nacional do PSD, que decorreu em Anadia, no distrito de Aveiro.
"A mensagem que deixamos é que, perante uma reforma que falhe por causa da esquerda e do Chega, a IL irá apresentar medidas que melhorem a vida dos portugueses."
"Apelamos ao PSD que nos acompanhe no ímpeto reformista, não recue, não se resigne, não desista de apresentar reformas que melhorem a vida dos portugueses e não deixe que esquerda e o Chega -- partido este que hoje em dia está cada vez mais à esquerda - sejam forças de bloqueio para a mudança do país", declarou.
O líder parlamentar da IL disse ter ouvido atentamente o discurso primeiro-ministro, aqui na qualidade presidente do PSD, relativamente à ideia de constituir um fundo soberano para intervir em empresas que possam ser estratégicas".
Um ponto em que manifestou absoluta discordância: "Nesse preciso momento, confesso que fiquei na dúvida se estava a ouvir um discurso de Pedro Nuno Santos ou mesmo de Luís Montenegro":
"A ideia de ter um Estado acionista já foi experimentada. Ainda estamos a pagar por ela. Aliás, o próprio Governo ainda está a resolver o problema da TAP, que decorre dessa ideia de ter o Estado à frente de empresas estratégicas", apontou Mário Amorim Lopes.