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PCP acusa direita de serem "cúmplices e responsáveis diretos" da subida de preços

Lusa 11 de abril de 2026 às 20:49

O líder comunista discursava no encerramento da XIII Assembleia de Organização Regional de Viseu, em que acusou os partidos da direita de terem "arrastado o país para essa guerra de agressão ao Irão, ao Médio Oriente".

O secretário-geral do PCP acusou hoje os partidos da direita de serem "cúmplices e responsáveis diretos" do ataque ao Irão e de cada cêntimo a mais no preço de bens e serviços.

Paulo Raimundo ANTÓNIO COTRIM/LUSA

"O PSD, CDS-PP, iniciativa Liberal e o Chega são cúmplices da destruição e responsáveis diretos por cada cêntimo a mais do preço da habitação, dos alimentos, da energia e dos combustíveis. São cúmplices da especulação e aproveitamento dos grupos económicos", acusou Paulo Raimundo.

O líder comunista discursava no encerramento da XIII Assembleia de Organização Regional de Viseu, em que acusou os partidos da direita de terem "arrastado o país para essa guerra de agressão ao Irão, ao Médio Oriente".

"Uma agressão levada a cabo pelos Estados Unidos e por Israel e para a qual o PSD, CDS-PP, Iniciativa Liberal e o Chega apoiaram politicamente e escancararam a base das Lajes para que servisse de entreposto para saírem combustíveis, aviões e drones para bombardear o Irão", apontou.

Aos militantes, Paulo Raimundo disse que todas as pessoas sabem por experiência própria que "o combustível está mais caro 50 cêntimos do que no início do mês de março".

"Basta cheirar um problema, nem é preciso que ele exista, e há subidas imediatas nos preços de combustíveis e alimentos, agora houve notícias de sinais de cessar-fogo e a maior queda que há registo nos últimos anos nos preços do combustível", mas os combustíveis só vão descer seis cêntimos, apontou.

Ou seja, acrescentou, "para subir é mais rápido do que a própria sombra, mas para descer é como o caracol, mas daqueles pequeninos que custam a andar para a frente".

"Os tais que apoiam a guerra gladiam-se entre eles, mas nenhum, tal como o PS, é capaz de ir à questão central, que é diminuir as margens das grandes empresas. Reduzem impostos, retiram receita do Estado, sobem os preços, pagamos nós, os trabalhadores, mas ninguém reduz nas receitas de milhares de milhões de euros de lucro limpo que os grandes grupos económicos têm. Nem um cêntimo lhes é pedido", criticou.

A propósito do custo dos bens essenciais e dos serviços, Paulo Raimundo deu como exemplo o distrito de Viseu, região que "em 10 anos o preço das casas subiu 87%", pedindo ao Governo para "ficar quieto".

"Sobre a habitação, o Governo tudo o que não fizer está a fazer bem, porque de cada vez que toma uma medida, aumenta o preço das casas, cada vez que há um novo pacote fiscal, aumentam as rendas. Portanto, é caso para dizer: deixem o Governo estar quieto, porque quanto mais anuncia, mais dificuldade temos em chegar à habitação, em particular os mais jovens", afirmou.

Paulo Raimundo sublinhou ainda outras lutas do partido "importantes para a região" de Viseu, como o "IP3 com dupla faixa de rodagem sem portagem e a requalificação da Estrada Nacional 222 que desde o mau tempo de fevereiro, tem zonas cortadas ao trânsito, assim como a luta contra a privatização da distribuição da água em alguns municípios do distrito.

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