Operadores de telecomunicações da Proteção Civil em greve de 29 de junho a 3 de julho
"O socorro está garantido", assegurou o presidente do sindicato, antevendo que fiquem por realizar tarefas administrativas, atos como a "emissão de estados de prontidão" e comunicações.
Os operadores de telecomunicações de emergência da Proteção Civil vão estar em greve entre 29 de junho e 03 de julho, sem pôr em causa o socorro às populações, disse à Lusa fonte sindical.
"O socorro está garantido", sublinhou o presidente do Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil (SinFAP), antevendo que, durante uma semana, fiquem por realizar tarefas administrativas, atos como a "emissão de estados de prontidão" e comunicações.
Segundo Alexandre Carvalho, a paralisação visa "dar visibilidade" a trabalhadores que, apesar de serem "a espinha dorsal de qualquer sistema de proteção civil", "continuam esquecidos", e exigir a criação da carreira de operador de telecomunicações de emergência.
A reorganização da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), com o regresso aos Comandos Distritais de Operações de Socorro, substituídos em 2023 pelos atuais 24 Comandos Sub-Regionais de Emergência e Proteção Civil, é outra das reivindicações.
No pré-aviso de greve emitido hoje, ao qual a Lusa teve acesso, o SinFAP não propõe serviços mínimos, mas mostra-se "disponível para negociar" a sua definição, "de forma a não prejudicar o socorro".