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Montenegro foi ao Parlamento no rescaldo das presidenciais ouvir pedidos para se posicionar

Débora Calheiros Lourenço 21 de janeiro de 2026 às 19:50

Montenegro adimitiu que o seu "espaço [político] ficou sem representação”, pelo que vai manter a "neutralidade".

Esta quarta-feira foi dia de mais um debate quinzenal na Assembleia da República e Montenegro foi ao Parlamento, acima de tudo, para ser questionado sobre a sua posição para a segunda volta das eleições presidenciais. Isto porque com a passagem de António Seguro e André Ventura, o PSD viu afastada a possibilidade de ver o seu candidato, Luís Marques Mendes, em Belém, e o Governo defende agora a sua “neutralidade” 
Montenegro no Parlamento após pedidos sobre as presidenciais. Luís Manuel Neves/ Medialivre
, líder da bancada do Chega, começou por referir que o País tem agora uma “oportunidade única”: “Aquilo que lhe pergunto é: o senhor que é presidente do PSD, o maior partido português por enquanto, este é o momento de decidir: vai estar ao lado do socialismo ou de quem combate o socialismo?”  Luís Montenegro, que logo no domingo já se tinha recusado a tomar uma posição sobre em quem iria votar na segunda volta respondeu que “os portugueses quiseram nas Presidenciais escolher os dois candidatos que estão hoje a disputar a segunda volta”, mas “também quiseram que a AD governasse o País e é isso que estou aqui a fazer.  
A Iniciativa Liberal também pegou no tema para criticar o primeiro-ministro que “no primeiro dia de campanha fez um apelo ao voto útil, e quando a realidade o ultrapassou, ignorou-a, pondo os interesses partidários à frente dos interesses do país levando a que não exista um candidato de centro direita na segunda volta das presidenciais”. “O senhor primeiro-ministro colocou o País num abismo”, atirou Mariana Leitão. Luís Montenegro optou também pelo ataque na resposta: "Se há alguém que encarou as eleições presidenciais sob o ponto de vista do interesse partidário, com todo o respeito, foi a senhora deputada [Mariana Leitão], porque deixou de ser candidata presidencial para assumir um cargo partidário".  Isabel Moreira, do Livre, acusou o Governo se de ter “deixado contaminar pela extrema-direita" e questionou: “Como é que não se consegue posicionar?”. “São dois espaços políticos muito claros: de um lado, um democrata, alguém que respeita as instituições e, do outro lado, um candidato que disse abertamente que quer acabar com o regime e que, aliás, é também aliado de Donald Trump”. É nesta altura que Montenegro acaba por fazer a declaração da tarde: “O nosso espaço [político] ficou sem representação” e é por isso que o primeiro-ministro decidiu não se posicionar.   Paulo Núncio, líder da bancada do CDS, foi mesmo o único a defender a posição de Montenegro e escolheu lembrar que “qualquer candidato que receba o voto popular e que ganhe as eleições tem legitimidade democrática, quer seja de esquerda, quer seja de direita”. Para de seguida acusar: “PS e a esquerda não são donos da democracia, não mandam na democracia, são os portugueses e só os portugueses. Por isso, não aceitamos lições de democracia vindas do PS”.  
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