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Mau tempo. Santander com condições especiais de financiamento e horário alargado

Lusa 03 de fevereiro de 2026 às 11:37

Os balcões do Santander de Leiria, Fátima e Pombal passam a funcionar em horário alargado até às 18h00.

O banco Santander anunciou esta terça-feira condições especiais de financiamento para apoiar os clientes das regiões afetadas pela tempestade Kristin e um reforço do atendimento nos balcões daquelas zonas.
Dependência do banco de Braga Santander Rogério Andrade
Em comunicado, o banco avança estar a disponibilizar um crédito hipotecário para obras, com financiamento a partir de 10.000 euros, com 'spread' 0% nos primeiros 12 meses e isenção das comissões associadas à avaliação e à formalização. Adicionalmente, o banco disponibiliza também o Crédito Pessoal Santander, com uma taxa de juro bonificada e sem comissões, aplicável até 31 de março de 2026. Paralelamente, e "em alinhamento com as iniciativas aprovadas pelo Governo", o Santander diz estar a assegurar a operacionalização das moratórias no crédito à habitação e às empresas, bem como a articulação com o Banco Português de Fomento para viabilizar as linhas de financiamento destinadas a apoiar empresas afetadas. "Estamos a contactar proativamente os nossos clientes para identificar situações que necessitem de maior atenção e assegurar uma resposta rápida, nomeadamente através da operacionalização das moratórias e das linhas de apoio às empresas do Banco Português de Fomento", afirma a vice-presidente do Santander Portugal, Isabel Guerreiro, citada no comunicado. De forma a aumentar a capacidade de resposta nas zonas mais impactadas pela tempestade, a partir desta terça, os balcões do Santander de Leiria (Heróis de Angola), Fátima (Rua Jacinta Marto), e Pombal passam a funcionar em horário alargado até às 18h00.
O banco destaca também ter ativado a sua rede de voluntários, quer para a recolha de bens essenciais, quer para apoiar ações de limpeza no terreno, e indica que a Fundação Santander Portugal, no âmbito do seu foco na educação e empregabilidade, está a reforçar parcerias com politécnicos das regiões mais atingidas" para identificar situações de intervenção emergente e ao apoio a escolas, infraestruturas de ensino e iniciativas de suporte a jovens. Por outro lado, a Aegon Santander Portugal, seguradora parceira do Santander em Portugal, salienta que os seguros Multirriscos Habitação "incluem a cobertura de fenómenos da natureza, assegurando os danos causados por tempestades, ventos fortes, precipitação intensa, inundações e aluimento de terras, como os registados neste evento, quer estejam em causa o edifício, o recheio ou ambos, consoante as características da apólice em causa". Para garantir uma resposta rápida e próxima, a Aegon Santander Portugal mobilizou mais de 85 peritos no terreno e equipas internas multidisciplinares. Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados. Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos. O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2.500 milhões de euros.
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