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Mau Tempo: Proteção Civil de Pedrógão Grande alerta para risco de eletrocussão

Lusa 03 de fevereiro de 2026 às 15:43

Proteção Civil de Pedrógão Grande explicou que "muitos dos cabos já se encontram em carga", têm energia elétrica e deve haver a "máxima precaução" para evitar casos de eletrocussão.

A Proteção Civil de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, alertou esta terça-feira a população para o risco de eletrocussão causado por postes e cabos elétricos caídos, mas que já têm energia, nas zonas afetadas pela depressão Kristin.
Após a tempestade em Pedrógão Grande, perigo de cabos elétricos soltos MIGUEL A. LOPES/LUSA
O Serviço Municipal de Proteção Civil de Pedrógão Grande classificou como "significativos" os danos causados em redes de fornecimento elétrico pela depressão, que atingiu a região centro há sete dias e deixou "postes e cabos danificados e caídos na via pública", que agora comportam "perigos de eletrocussão". Numa mensagem divulgada através das redes sociais, a Proteção Civil do município de Pedrógão Grande explicou que "muitos dos cabos já se encontram em carga", têm energia elétrica e deve haver a "máxima precaução" para evitar contactos e casos de eletrocussão. Quem se deslocar para as zonas afetadas deve "nunca tocar em cabos elétricos caídos ou danificados" e "manter distância de postes, cabos ou estruturas suspeitas", aconselhou a Proteção Civil. O Serviço Municipal de Proteção Civil pediu também para a população não se aproximar de estruturas da rede elétrica destruídas, "mesmo que os cabos aparentem não ter energia", e para sinalizar situações que detete, contactado "imediatamente as autoridades competentes".
"A E-Redes continua no terreno para garantir que a energia elétrica chegue a todo o território do concelho o mais rapidamente possível", referiu a Proteção Civil de Pedrógão Grande, acrescentando que "todas as situações relacionadas com a rede elétrica devem ser registadas na plataforma da E-Redes (https://balcaodigital.e-redes.pt/home/risky)". Dez pessoas morreram desde quarta-feira passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados. Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos. O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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