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Mais de 650 bombeiros combatem chamas em Alijó e Mangualde

17 de julho de 2017 às 08:51

Protecção Civil diz que voltou a haver "falhas pontuais" do SIRESP, o sistema de comunicação usado entre os operacionais. Meios aéreos já foram enviados esta manhã

O incêndio que deflagrou em Alijó, este domingo, obrigou a algumas evacuações na aldeia de Chã. Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Alijó, Carlos Magalhães, explicou que o incêndio está a "queimar com bastante intensidade". Pior, o SIRESP, o sistema de comunicação usado entre os operacionais, não está a funcionar.

Os incêndios de Alijó (Vila Real) e Mangualde (Viseu), que mobilizam mais de 650 bombeiros e cerca de 200 viaturas, são os dois maiores activos hoje de manhã segundo afirma a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) por volta das 9h.

De acordo com Patrícia Gaspar, da ANPC, apenas os incêndios de Alijó, que pelas 08:00 tinha 465 bombeiros a combater as chamas, apoiados por 135 viaturas, e de Póvoa de Cervães, em Mangualde (Viseu), com 203 bombeiros e 61 viaturas, estavam ativos, tendo os outros dois fogos em Mangualde sido dominados.

Segundo a responsável da ANPC, pelas 08:00 estavam a ser mobilizados meios aéreos para o combate às chamas.

As 35 pessoas que no concelho de Alijó estiveram deslocadas no pavilhão gimnodesportivo, durante o dia de domingo, já puderam regressar às suas casas.

Também a circulação rodoviária nas estradas que tinham sido cortadas por causa do incêndio em Alijó já foi reposta, designadamente o IC5, que liga Alijó a Miranda do Douro.

Falhas no SIRESP

"Houve, durante a tarde, algumas falhas pontuais do SIRESP para as quais já mobilizamos uma estação móvel que estava preventivamente posicionada no Porto e que já está no local para garantir o reforço da capacidade de comunicações", disse Patrícia Gaspar, da Proteção Civil, em declarações à RTP.

Contudo, Patrícia Gaspar disse à agência Lusa que "as comunicações durante estas falhas foram asseguradas através da Rede Operacional dos Bombeiros (ROB)", um procedimento previsto.

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Foto: CMTV
Foto: CMTV
Foto: Lusa

"Quando se estabelece um plano de comunicações num teatro de operações, nunca é feito com exclusividade à rede SIRESP", integrando-se também a ROB, esclareceu.

Antes, as falhas já tinham sido denunciadas pelo presidente da Câmara de Alijó. "O sistema já está em modo local, o que está a dificultar as comunicações no terreno. Estive duas horas sentado só a ouvir e apercebi-me que a comunicação falha: não sabemos exactamente onde está posicionada cada equipa, onde está a arder. Às tantas, só recorrendo aos telemóveis é que se consegue comunicar", criticou Carlos Magalhães.

Um incêndio "gigantesco"

O incêndio de Alijó, que tem três frentes ativas, apresenta uma "situação muito preocupante", afirmou hoje o presidente da autarquia, Carlos Magalhães, acrescentando que o vento está a levar as chamas para sítios inesperados.

Falando aos jornalistas cerca das 21:40 deste domingo, o autarca indicou que os meios aéreos já não conseguem voar de noite e que 30 pessoas foram retiradas por precaução das suas casas em, pelo menos, três aldeias: Chã, Vila Chã e Casas da Serra. Trata-se de idosos, acamados e crianças que foram acolhidas num pavilhão gimnodesportivo.

"Está aqui o retrato do que não se deve fazer. Estamos todos os anos a concentrar os meios de que dispomos no combate ao incêndio e, na prevenção, nada ou quase nada. O combate a este incêndio devia ter começado em outubro", afirmou.

Carlos Magalhães afirmou que "a dimensão do fogo é gigantesca" e que o vento mudou de direção e está a levar as chamas para sítios onde não se esperava. Para já, não é possível fazer um balanço dos prejuízos, disse.

Helicóptero de combate caiu em barragem de Vila Chã. Piloto sobreviveu

Um helicóptero de combate a fogos caiu este domingo na barragem de Vila Chã. O aparelho estava a abastecer-se de água para combater as chamas que deflagraram no concelho de Alijó quando terá caído.

O Comando Territorial de Vila Real da GNR confirma à SÁBADO que o piloto do helicóptero "está bem" e que "não há registo de feridos". A Protecção Civil, os Bombeiros e a GNR estão no local.

Entretanto, no combate às chamas proliferadas pela queda da aeronave, dois bombeiros ficaram feridos. 

O aparelho era um dos seis meios aéreos que estavam envolvidos no combate ao fogo para ao qual foi dado o alerta às 13h55 e que ainda se encontra por dominar. Para além das 5 aeronaves, continuam envolvidos no combate 210 operacionais e 45 veículos.

O incêndio já chegou a estar dado como controlado, mas acabou por se reactivar.



Everjets abre inquérito a acidente com helicóptero em Alijó

A Everjets, que opera os helicópteros ligeiros de combate aos fogos, vai instaurar um inquérito ao acidente com o helicóptero que caiu hoje à tarde no combate a um incêndio em Alijó, distrito de Vila Real.

Em comunicado, o Conselho de Administração da Everjets informa que "já decidiu instaurar um inquérito às circunstâncias do acidente e garante a substituição do aparelho ora acidentado no dispositivo em alerta", no combate aos incêndios.

Um helicóptero accionado para o combate a um incêndio no concelho de Alijó, distrito de Vila Real, caiu esta tarde, mas o piloto "está bem", informou fonte da Protecção Civil.

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