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Incêndios: 65 fogos até às 17:00, quatro deles preocupantes

Lusa 11 de agosto de 2025 às 20:38

José Ribeiro, segundo Comandante Nacional da Autoridade de Emergência e Proteção Civil, disse que os quatro maiores incêndios envolviam ao fim do dia de hoje 1.625 operacionais, ajudados por 528 veículos e 28 meios aéreos.

Portugal continental registou hoje 65 incêndios rurais até às 17:00, nos quais estiveram envolvidos 1.735 operacionais, segundo a Proteção Civil, que destaca como mais preocupantes os incêndios em Vila Real, Trancoso, Covilhã e Tabuaço.
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José Ribeiro, segundo Comandante Nacional da Autoridade de Emergência e Proteção Civil, disse que os quatro maiores incêndios envolviam ao fim do dia de hoje 1.625 operacionais, ajudados por 528 veículos e 28 meios aéreos. Num balanço feito depois das 19:00 de hoje, na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o responsável disse também que foi elevado o estado de prontidão especial para nível 4 em todo o país, a manter-se até quarta-feira. "As sub-regiões a sul que estavam no nível três, entendemos elevar para nível quatro porque, de certa forma, são estes territórios que estão a alimentar aquilo que é o esforço de reforço dos vários teatros de operações", disse José Ribeiro, adiantando que do comunicado técnico sobre o assunto constam determinações ligadas ao pré-posicionamento de meios, de âmbito nacional e nos diferentes escalões, patrulhamento com aviões médios, e reforço da comunicação de emergência. Os dados da ANEPC indicam que até às 17:00 de hoje estiveram envolvidos no combate às chamas, além dos 1.735 operacionais, 555 veículos e 25 meios aéreos. À mesma hora estavam ainda envolvidos 827 operacionais em 47 ocorrências em fase de resolução.
Do balanço de hoje ainda a registar um operacional assistido no local e três levados para o hospital. José Ribeiro disse serem situações ligeiras. Quanto aos dois aviões Canadair que estavam a operar e que sofreram avarias, levando Portugal a pedir apoio a Marrocos, o segundo Comandante Nacional disse que a expectativa é que voltem a estar operacionais no final da semana. E salientou que "há certamente um conjunto de penalizações para estas inatividades". José Ribeiro disse ainda assim que estas situações são compreensíveis, dada da elevada atividade. Hoje até às 18:30 foram feitas 155 missões e no domingo foram 165, com um total de 232 horas de voo, exemplificou. E admitiu que se os dois aviões estivessem operacionais os resultados de hoje no combate aos fogos podia ser diferente. Quanto a queixas que surgem de populações sobre falta de meios o responsável respondeu com a complexidade das operações de combate e com a prioridade em proteger pessoas e bens e admitiu também que em casos de incêndios de grandes dimensões pode haver momentos em que, em determinado local, não haja meios para o combate. Além de se mostrar solidário com populações afetadas pelos últimos incêndios, e de deixar um incentivo para os operacionais, José Ribeiro recordou as restrições em vigor devido à situação de alerta. Portugal está em situação de alerta devido ao risco de incêndio e nas últimas semanas têm deflagrado vários incêndios no norte e centro do país que já consumiram uma área de quase 60 mil hectares este ano.
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