Secções
Entrar

Gouveia e Melo afirma que único o candidato que quer mudança em democracia

Lusa 16 de janeiro de 2026 às 22:38

Tal como nos últimos dias, alertou os eleitores de esquerda "para não caírem na armadilha" de votar em António José Seguro "julgando que é o voto útil".

O candidato presidencial Gouveia e Melo afirmou esta sexta-feira que é o único que está contra as "águas estagnadas" no país e que defende uma mudança, mas sem aventuras e sem colocar em causa o regime democrático.
Gouveia e Melo discursa com apoiantes JOSÉ SENA GOULÃO/ LUSA
Perante poucas centenas de apoiantes, no comício de encerramento da sua campanha presidencial, no Pátio da Galé, no Terreiro do Paço, em Lisboa, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada voltou a defender a tese de que a sua eventual eleição "não significará a derrota de nenhum partido, porque é independente". Tal como nos últimos dias, alertou os eleitores de esquerda "para não caírem na armadilha" de votar no antigo secretário-geral do PS António José Seguro "julgando que é o voto útil", porque esse candidato, numa segunda volta, pode perder com o líder do Chega, André Ventura. André Ventura foi novamente visado pelo almirante por ter tido uma "comportamento indigno" ao vestir um camuflado militar, "desrespeitando quem serve nas Forças Armadas". E disse que o líder do Chega tinha protagonizado uma situação de "desrespeito aos bombeiros" durante o combate aos fogos do último verão. Procurou depois traçar uma diferença de fundo entre si e os outros candidatos, incluindo André Ventura. "Sou o único que verdadeiramente defende uma mudança. Uma mudança democrática num país renovado e não é uma mudança sem sentido, aventureira, ou uma mudança que possa pôr em risco o regime democrático", declarou. A seguir, já após se ter insurgido contra as "tribos partidárias na administração pública, o almirante manifestou-se contra um país em estagnação. "Estou cansado das águas estagnadas há pelo menos 20 anos. Temos de ter ambição. Não está aqui perante vós alguém aventureiro", disse. Neste contexto, concluiu:" Está aqui perante vós alguém que teve fortes responsabilidades no Estado, que teve de decidir muitas vezes sob pressão, entre a vida e a morte, não só minha, mas também de quem me acompanhava, de outros camaradas que me acompanhavam". "Estou aqui para vos dar confiança: no ruído a serenidade; na divisão a união; na opacidade a transparência; na estagnação a verdadeira mudança; e nos interesses privados o interesse comum", acrescentou.
Artigos recomendados
As mais lidas
Exclusivo

Operação Influencer. Os segredos escondidos na pen 19

TextoCarlos Rodrigues Lima
FotosCarlos Rodrigues Lima
Dinheiro

Os testamentos de Francisco Pinto Balsemão

TextoAna Taborda
FotosAna Taborda
JUSTIÇA. O QUE ESTÁ NO PROCESSO INFLUENCER

Escutas da Operação Influencer. Sei o que disseste ao telefone durante três anos

TextoCarlos Rodrigues Lima
FotosCarlos Rodrigues Lima